Este blog é um espaço destinado a troca de experiências e conhecimentos, idéias e ideais que envolvem o Atendimento Educacional Especializado.
AEE
A Sala de Recursos Multifuncionais do Centro de Educação de Jovens e Adultos - CEJA Ana Vieira Pinheiro é um espaço onde o AEE- Atendimento Educacional Especializado acontece considerando as necessidades específicas do aluno para complementar e/ou suplementar a sua formação, identificando, elaborando e organizando recursos pedagógicos e de acessibilidade que favorecem a inclusão e eliminam as barreiras para a plena participação dos alunos com deficiência, fortalecendo sua autonomia na escola e fora dela.
Mostrando postagens com marcador AUTISMO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AUTISMO. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Caracteristicas do Autismo (Leves e Severos)
Este vídeo é um recorte da série apresentada no Fantástico pelo Dr. Drauzio e traz as principais características do Espectro Autista, desde os mais leves até os mais severos.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Pai de três filhos com autismo conta como aprendeu a encarar a vida de forma otimista
“Você tem duas opções: ficar chorando na cama, lamentando uma coisa que não vai mudar ou você ir atrás de informação, de ajuda e profissionais que estejam comprometidos e informados. Eu escolhi a segunda opção”

CRESCER: Como foi receber o diagnóstico pela primeira vez e como você lidou com os outros dois?
PEDRO: Eu tinha 22 anos, não era casado, mas tinha uma relação com uma mulher bem mais velha. Nós tivemos dois filhos. Ela era independente e nós não vivíamos juntos. Foi ela quem me procurou e contou que os dois meninos eram especiais [hoje eles têm 8 e 10 anos e moram com a mãe] . Mas na época ela contou que tinha um caso de problema neurológico na família e eu assumi que o problema seria da parte dela. Seguimos com nossas vidas, dando a atenção necessária aos meninos. Porém, há quatro anos eu me casei e logo em seguida tive meu terceiro filho. E há um ano e meio veio o diagnóstico: ele também era autista. Aí realmente o mundo desabou na minha cabeça porque eu percebi que a carga genética era minha.
C: E o que você fez?
P.: Quando veio o diagnóstico do terceiro comecei a fazer contato com minha ex-companheira, busquei informações e descobri o dr. Alysson [Muotri, pesquisador brasileiro que trabalha na Universidade da Califórnia, estudando o autismo]. Também entrei em contato com a dra. Maria Rita Passos Bueno [que desenvolve pesquisa em autismo no Centro do Estudos do Genoma Humano]. Em um primeiro momento, a sensação foi muito ruim. Como homem você se sente muito mal, porque é como se você tivesse feito mal às crianças. Fui buscar ajuda terapêutica e tive acompanhamento psiquiátrico. Faço terapia até hoje para poder enfrentar isso tudo. Mas, passado o primeiro momento, você percebe que ou fica na cama chorando ou enfrenta, e eu escolhi a segunda opção.
C: Como é o tratamento deles?
P.: Os três fazem acompanhamento com terapeuta ocupacional, psicomotricistas e frequentam a escola regular. O mais velho, que no primeiro momento tinha todos os traços de autismo clássico, hoje já evoluiu para Asperger [que também faz parte do transtorno de espectro autista] e o psiquiatra nos falou que “ele já foi”. Isto é, provavelmente vai levar uma vida independente, vai casar, ter uma profissão, tamanha a evolução dele. E isso enche muito a gente de esperança.
C: Você acredita que essa evolução tem a ver com os estímulos que vocês proporcionaram?
P.: Sem sombra de dúvidas, o ideal é intervir o mais cedo possível. A intervenção do mais velho não foi tão cedo quanto o mais novo. E mesmo assim ele apresenta melhoras significativas, já não tem estereotipia nenhuma. É inteligentíssimo, nunca repetiu de ano e não aceita tirar menos de 8,5 nas provas.O mais novo, de 3 anos, já está começando a falar, com certeza porque nós começamos com as terapias cedo. Ele tinha 2 anos quando foi diagnosticado. Já o segundo, com 8 anos, é o mais limitado, ele tem um quadro de autismo clássico realmente, ainda não fala.
C: Com três filhos de idades diferentes, você nota alguma evolução no tratamento do autismo?
P.: O mais novo teve acesso a algumas vitaminas importadas. Na época dos mais velhos não demos. Mas, na verdade, muita coisa do tratamento do mais novo foi feita nos Estados Unidos, porque muitos médicos brasileiros desconhecem. As vitaminas, por exemplo, foram recomendadas por uma pediatra norte-americana. É difícil porque os médicos nem sempre estão preparados para tratar essas crianças. Essa pediatra mesmo me disse que o que ela estudou sobre autismo na faculdade não tem nada a ver com o que está no consultório. E nós fizemos lá alguns exames que não são pedidos aqui e por sorte hoje eu tenho condições financeiras para isso. Eu não tenho dúvida de que o autismo está relacionado também a questões metabólicas. Nos exames, várias taxas estavam desreguladas. Nós fizemos com o mais novo a dieta celíaca, cortamos a lactose e eu tenho uma visão de que isso funciona. E meu filho hoje com 3 anos está falando.
C: Você tem contato com outros pais de crianças autistas?
P.: Eu não tenho, mas acho que em alguns casos é importante. Acho que aqueles que têm menos condições financeiras precisam de uma força extra, porque o tratamento é difícil e nem um pouco barato. Para uma criança fazer todos esses tratamentos não sai por menos de 6 mil reais por mês.
C: Como seus filhos se relacionam entre si?
P.: Os dois mais velhos não têm contato com o mais novo. Mas o mais velho entende que o irmão tem uma dificuldade e ajuda a cuidar, tem um carinho todo especial. Mas ele não aceita que tem o mesmo problema, porque ele vê o irmão e não aceita que haja tamanha diferença na evolução dos dois.
C.: Que dica você daria para um pai que está enfrentando essa situação?
P.: Eu sou kardecista, é uma crença particular, mas acho que nada na vida acontece por acaso. E aí não tem jeito, você vai passar pelas fases que são naturais. Primeiro, aquela tijolada que você recebe na cabeça. Depois, e aí é que está a grande dica, você tem duas opções: ficar chorando na cama, lamentando uma coisa que não vai mudar ou você ir atrás de informação, de ajuda e profissionais que estejam comprometidos e informados. Grandes médicos hoje não acreditam em nada do que a gente está falando, acreditam que o diagnóstico de autismo é uma sentença e acabou. E não é verdade. Claro que existem casos e casos, e os quadros mais graves do espectro nem sempre evoluem bem. Mas você não pode definir o diagnóstico como uma sentença. Tenha fé e não pense que, se o seu filho não evoluiu como você esperava, foi uma viagem perdida. Os resultados podem aparecer em prazos longos, por isso que paciência e fé são fundamentais. Tenha certeza, como pai de crianças especiais, que paciência e fé não são coisas grandes de se pedir. Eu falo de coração aberto: este ano passei o Dia dos Pais ouvindo meu filho me chamar de papai. No ano passado, saí do consultório médico sentenciado que não aconteceria. Então, já valeu a pena.
P.: Eu sou kardecista, é uma crença particular, mas acho que nada na vida acontece por acaso. E aí não tem jeito, você vai passar pelas fases que são naturais. Primeiro, aquela tijolada que você recebe na cabeça. Depois, e aí é que está a grande dica, você tem duas opções: ficar chorando na cama, lamentando uma coisa que não vai mudar ou você ir atrás de informação, de ajuda e profissionais que estejam comprometidos e informados. Grandes médicos hoje não acreditam em nada do que a gente está falando, acreditam que o diagnóstico de autismo é uma sentença e acabou. E não é verdade. Claro que existem casos e casos, e os quadros mais graves do espectro nem sempre evoluem bem. Mas você não pode definir o diagnóstico como uma sentença. Tenha fé e não pense que, se o seu filho não evoluiu como você esperava, foi uma viagem perdida. Os resultados podem aparecer em prazos longos, por isso que paciência e fé são fundamentais. Tenha certeza, como pai de crianças especiais, que paciência e fé não são coisas grandes de se pedir. Eu falo de coração aberto: este ano passei o Dia dos Pais ouvindo meu filho me chamar de papai. No ano passado, saí do consultório médico sentenciado que não aconteceria. Então, já valeu a pena.
*O nome do pai foi trocado a pedido do entrevistado
Fontes:Marcela Bourroul, Revista Crescer
segunda-feira, 8 de abril de 2013
AZUL
Na impossibilidade de prestar homenagens azuis aos autistas no dia 02 de abril no blog, faço-a agora com o texto do Dr. Jorge Mário.
AUTISMO – TODOS PODEMOS SER/NOS TORNAR UM POUCO AZUIS?
Imagem publicada – uma
rosa azul, apenas uma rosa, considerada diferente, única, singular e
"artificial", que não é como todas as
outras rosas, apenas diferenciada pela sua cor, com um fundo verde das
plantas consideradas "normais", porém que também poderão um dia se
tornarem azuis... Uma
rosa como a da minha Parábola da Rosa AZUL, imersa e escondida dentro de
um
outro mar de rosas... vermelhas, que chamamos: a Vida.
O FIO VERMELHO QUE PODE SE TRANSFORMAR EM AZUL
"O mito diz que os
deuses prendem um fio vermelho no tornozelo de cada um de nós e o conectam a
todas as pessoas cujas vidas estamos destinados a tocar. Esse fio pode esticar
ou emaranhar-se, mas nunca irá partir."
O texto acima é parte de uma
lenda chinesa Segundo essa lenda, que versa sobre o Destino, somos todos
conectados por um fio vermelho, amarrado ao tornozelo, àquela pessoa a qual
estamos destinados: nossa “alma gêmea” ou “par ideal”.
E, para as pessoas com
diferenças notáveis tenho a certeza de que necessitamos do Outro, também
diferente e diverso, que o/nos re-conheça e a ele se conecte afetiva e
afetuosamente. Há, a partir dessa visão da lenda, acontecimentos que não
podemos pré-determinar, porém há acontecimentos que nos pré-determinam.
Estava pensando e refletindo
sobre o que escrever. Então, aparece, há alguns dias atrás, em um programa da
TV o Kiefer Sutherland. A sua presença
me chama a atenção para o programa de Jonathan Ross Show. Porém os poucos minutos
da entrevista que vejo me levam ao tema que pensava. Ele fala da série que
aborda o Autismo: TOUCH.
Touch é uma série televisiva
que foi apresentada na Fox. É a história de um menino autista e seu pai (Kiefer
Sutherland). A série foi apresentada no
ano passado. O menino, em seu autismo, tem a capacidade de ver o passado e
prever o futuro, porém como autista não consegue usar nossas formas de
comunicação.
Na trama desse seriado está
o fio vermelho. No centro da cena está Martin Bohm (Kiefer Sutherland), viúvo e
pai solteiro, martirizado pela impossibilidade de se comunicar com Jake (David
Mazouz), seu filho autista, de onze anos.
Ele precisa de números para
se expressar. Precisa de uma matemática única e singular. Na história criada o
pai muda seu comportamento quando descobre que Jake possui um incrível e
especial dom para ver coisas e padrões que ninguém mais consegue.
Nas nossas vidas, no mundo
real muitas vezes esta estória virou história...
Foi aí que o filme sobre Temple Grandin me
retorna com sua forma de construção do pensamento através de imagens, assim
como as incompreensões que teve de vencer. Há muito cinema e muitos filmes ou
documentários sobre os autismos...
Como ela que é uma singular
história real, o ficcional menino Jake nos diz da importância de deixar-se
tocar muito mais do que achar que devemos tocá-los. Uma máquina do abraço como
a de Grandin, pode vir a ser mais confortável do que uma aproximação física
forçada por nós.
Ao buscar essa série
encontrei o meu fio da meada. O fio azul que me ligou longo tempo à questão e
experiência do autismo. É preciso ser tocado, ser afetado pelo mundo diferente
de uma pessoa com autismo. E o meu tornozelo, primeiro médico e depois
humanizado foi sendo amarrado às interrogações sobre o que chamo, no plural, de
nossos autismos.
As interrogações se misturam
às minhas vivências, que já escrevi sobre elas em tempos remotos de minha
prática clínica. Há, porém, interrogações que nascem de novos conhecimentos e
novos conceitos. Já disse que precisamos dos novos paradigmas para quebrar e
romper com nossos pré-conceitos que se enraízam.
O DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O AUTISMO é hoje uma data consagrada. Hora de pintar o mundo e nossas ideias e,
principalmente, nossas ações de AZUL.
É uma boa oportunidade para desmitificar os
milhares de preconceitos que foram construídos sobre quem vive com este
transtorno, ou melhor, essa “neurodiversidade” afetivo-comportamental.
Sim, a compreensão do novo
conceito de Diversidade junto com a necessidade do respeito às singularidades e
diferenças é que, hoje, pode nos ajudar a desestigmatizar todos os comportamentos
e “doenças” ligados ou decorrentes das noções, políticas e científicas, de
“cérebro” e “mente”.
As neurociências vêm
ganhando terreno na construção de um novo determinismo: o cerebral. E, a
partir, deste estão surgindo as resistências a ver em um sujeito com autismo
apenas uma condição neurobiológicamente determinada.
Os próprios autistas de alto
desempenho, chamados “aspies” vêm, desde 1999,afirmando que todos os cérebros,
independentemente de suas limitações, são belos. Para eles não há somente
cérebros “normais”.
Ficam muito próximos do que reivindicaram as pessoas com deficiência com os Estudos Culturais sobre as Deficiências com a criação do chamado modelo social há muitos antes. Vejam aí a construção da semente do chamado “orgulho autista”.
Ficam muito próximos do que reivindicaram as pessoas com deficiência com os Estudos Culturais sobre as Deficiências com a criação do chamado modelo social há muitos antes. Vejam aí a construção da semente do chamado “orgulho autista”.
Os que defendem essa posição
desestigmatizadora, que rompe com a modelização biomédica e neurológica, dizem
que as neurodiversidades, nas quais se incluiriam os autismos, constituem
formas diferenciadas de cada sujeito de revelação de suas capacidades,
incapacidades e funcionalidades, principalmente as cognitivas.
Estes defensores se
esforçariam para que possamos “re-conceituar” os autismos, saindo da noção já
consagrada dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e do espectro autista. Eles
têm um movimento mundial que tem por principais objetivos:
1 - Reconhecer que as pessoas com
neurodiversidade não são “doentes”,
portanto não necessitam de uma “cura”;
2 - Portanto, as terminologias médicas e
nomenclaturas de “distúrbio, transtorno e/ou doença”, principalmente com a
ideia comum de gravidade e isolamento
total, devam ser modificadas;
3 - Com
essa ruptura dos termos e conceitos afirmarem, como já foi feito pelas pessoas
com deficiência, o direito ao reconhecimento de novos tipos de autonomia, o
direito à Vida independente;
4 - Apoiados
nessa mudança de paradigmas, já incluída em novos marcos legais como a Convenção
sobre os Direitos das Pessoas Com Deficiências, passarem ativamente a
participar do controle, com apoio dos familiares e da sociedade, das formas de
tratamento a que querem e devem ser submetidos, inclusive qual será a sua
duração.
Hoje temos a notícia de uma
primeira iniciativa internacional de afirmação dessas neurodiversidades apoiadas
na/pela Convenção. Um jovem com Asperger no México reivindica o seu direito a
não ser tutelado e questionou junto á Suprema Corte a constitucionalidade da
lei que o considera um incapaz. Ele não quer, como muitos outros Ricardos ou
Marias, para além do México, serem mantidos e considerados como “menores de
idade”, portanto tuteláveis.
Então, utilizando esse conceito
de “neurodiversidade” é que interrogo no título deste texto homenagem sobre a
possibilidade de todos nós também estarmos tão AZUIS como aqueles que
pretendemos diagnosticar, tratar ou limitar como autistas.
Há em todos nós também o
“fio azul” que nos aproxima de nossas próprias formas de isolamento,
incomunicabilidade, dissociação da chamada realidade, e, em seu extremo, de
nossas próprias e singulares “loucuras”.
Há quem se utiliza dessa
afirmação para falar de um novo movimento anti-psiquiátrico nos subterrâneos
dos que defendem as neurodiversidades. Há, porém, que datar e contextualizar
essa tentativa de um outro olhar, uma outra escuta sensível e um outro modo de
se deixar “tocar’’ pelo fio vermelho do tema Autismos. Novos tempos, novos
conceitos contra velhos preconceitos.
Os tempos atuais, que
denomino “pastoriais”, têm trazido para o debate as retomadas que buscam o
conservadorismo nas práticas e nas ciências. Estamos em tempos de enfrentamento
dos que acreditam que os hospitais, as internações, as clínicas especializadas
são as únicas formas de tecnologias do cuidado e atenção para com os autistas,
assim como para com outros que possam estar nesses campos de intervenção
médico-reabilitadora.
Aprendi há muitos anos atrás
como é provocador de emoções o contato, o convívio e a vivência de um sujeito
com autismo. Experimentem os que apenas nos viram os filmes ou leram acerca dessa
proximidade tão contagiante...
Portanto, mesmo que em mim
persista o conhecimento científico e os muitos anos que foram dedicados à
Medicina, ainda devo tentar ir além da visão que reduz os autismos e aos seus
diversos sujeitos à condição de uma síndrome. Tenho o dever ético e bioético de
buscar essa nova compreensão e diálogo com o movimento de defesa dos direitos
das pessoas com autismo.
O seu “orgulho” nos fará ir mais
uma vez em direção aos Estudos sobre Deficiências, e na minha humilde visão ir
além do que os nossos conhecimentos padronizados que nos afirmam e garantem. Um
sujeito com autismo não é apenas peça da ficção dos diversos filmes já
realizados sobre o tema. Uma pessoa com autismo é também um UNIVERSO que no
DIVERSO afirma que nossos fios continuam emaranhados.
E hoje é apenas um dos
muitos dias que teremos de alinhavar com fios azuis novos laços sociais em prol
da sua singularização, autonomia, diversidade e, mais ainda, dos seus direitos
humanos e sua inclusão em todos os espaços, como as escolas regulares, e outros
bens sociais.
E o laço azul se entrelaçará, definitiva e
vivamente, com o nosso fio vermelho...
Copyright/left
– jorgemarciopereiradeandrade 2013-2014 (favor citar o autor e as fontes em
republicações livres pela Internet e outros meios de comunicação de massa)
FONTES
E INDICAÇÕES PARA LEITURA NA INTERNET-
O
sujeito cerebral e o movimento da neurodiversidade Francisco Ortega http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132008000200008
Neuro
diversity
Neurociências:
na trilha de uma abordagem interdisciplinar
INDICAÇÕES
PARA LEITURA E CRÍTICA –
Deficiência,
Direitos Humanos e Justiça – Debora Diniz, Lívia Barbosa & Wenderson Rufino
dos Santos – SUR - http://www.surjournal.org/conteudos/getArtigo11.php?artigo=11,artigo_03.htm
Caponi S, Verdi M, Brzozowski FS, Hellmann F,
organizadores. Medicalização da Vida:
Ética, Saúde Pública e Indústria Farmacêutica. 1ª Edição. Palhoça: Editora
Unisul; 2010.
PARA VISITAR, NAVEGAR, ASSISTIR E REFLETIR –
Baixar
- TEMPLE GRANDIN - DVDRIP - RMVB LEGENDADO http://www.omelhordatelona.biz/genero/drama/1002-temple-grandin.html
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
AUTISMO com Doutor Drauzio Varella
Autismo
Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:* Inabilidade para interagir socialmente;
* Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
* Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.
Sintomas
O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:
1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).
Tratamento
Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.
Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.
Recomendações
* Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
* É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
* Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
* Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
* Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.
fonte: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/autismo/
Lei estende a pessoas com autismo benefícios daquelas com deficiência
Os autistas terão, por exemplo, direito a
benefícios como a reserva de vagas em empresas com mais de 100 funcionários.
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/01/lei-equipara-pessoas-com-algum-tipo-de-autismo-aquelas-com-deficiencia.html
Uma lei nova no Brasil estendeu às pessoas com
autismo os mesmos benefícios daquelas com deficiência.
A loja de artigos esportivos é o primeiro emprego
de Eduardo Sales. Com autismo leve, corredor nas horas vagas, ele diz que gosta
do trabalho que faz.
“Eu gosto de trabalhar, sei lá, me sinto meio
útil”, disse Eduardo Sales, assistente de loja.
Segundo os especialistas, o autismo é um
transtorno do desenvolvimento, que tem como características o padrão de
comportamento repetitivo, a dificuldade de interação social e de comunicação
verbal.
A psicóloga Ana Maria Bereohff diz que os sintomas
do autismo podem começar no berço, quando o bebê não mostra interesse pela voz
da mãe e não segue objetos com o olhar.
“Não é uma deficiência, e sim, um transtorno. uma
alteração do desenvolvimento da pessoa”, disse Ana Maria Bereohff, psicóloga.
O autismo atinge mais a homens do que a mulheres,
numa proporção de 4 para 1. Não há dados precisos sobre o número de pessoas com
autismo no Brasil. O certo é que agora, uma lei sancionada entre o Natal e o
Ano Novo garante aos autistas direitos que eles vinham buscando há muito tempo.
A lei equipara as pessoas com algum tipo de autismo
àquelas com deficiência.
Os autistas terão direito a benefícios como a reserva de
vagas em empresas com mais de 100 funcionários. Ter acesso à previdência social
e à educação em escolas regulares, mesmo que seja necessária a presença de um
acompanhante especializado. E atendimento preferencial em bancos e repartições
públicas.
Os planos de saúde não poderão rejeitar a inclusão de
pessoas com autismo.
Deusina foi presidente da Associação Brasileira de
Autismo por dez anos. Para ela, a lei aumenta a visibilidade sobre o
transtorno.
“Essa lei significa que a educação precisa se
preparar para recebê-lo, a saúde precisa recebê-lo, a assistência social
precisa recebê-lo nas suas necessidades”, afirmou Deusina Lopes, economista.
A mãe de Eduardo acredita que agora os pais terão
menos dificuldades para criar os filhos autistas.
“São passos que daqui pra frente vai ser bem
diferente pra outros pais, pra outras mães que vão vir, que não vão passar
aquela angustia do desconhecido”, ressaltou Joarina Sales, mãe de Eduardo.
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/01/lei-equipara-pessoas-com-algum-tipo-de-autismo-aquelas-com-deficiencia.html
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Conquista dos autistas marca audiência pública da CDH

A expectativa pela iminente aprovação de um projeto de lei
reconhecendo os direitos das pessoas com autismo marcou o debate
realizado na manhã desta quinta-feira (29) na Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa (CDH). Ativistas que lutam pelos
direitos das pessoas com deficiência celebraram, na audiência, o Dia
Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado no dia 3 de
dezembro.
Nesta quarta feira (28), a CDH aprovou o relatório do senador
Wellington Dias (PT-PI) às emendas da Câmara dos Deputados ao PLS
168/2011, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da
Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A proposta está pronta para
votação no Plenário do Senado. Comemorando essa conquista, a presidente
do Mundo Azul – Grupo de Pais, Berenice Piana de Piana, mãe de uma
criança autista, falou, durante a audiência, de como tudo começou.
- Hoje, nós temos um projeto de lei que começou na minha casa. Nós
começamos a escrever aquele projeto de lei com muito entusiasmo, até com
ingenuidade, acreditando que a gente poderia realmente escrever do
começo ao fim um projeto de lei para pessoas com autismo. Mas foi assim
que começou – lembrou.
Berenice afirmou que a aprovação do projeto vai dar ao autista o
reconhecimento de que ele é pessoa com deficiência, o que será um grande
marco. Paulo Paim (PT-RS), que preside a comissão, ficou emocionado
após a fala de Berenice, ao relembrar as cartas que ela escrevia sobre a
situação dos autistas.
A audiência contou ainda com Martinha Clarete Dutra dos Santos,
representante do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Ela falou que
o Brasil tem uma dívida histórica com as pessoas deficientes.
– Foi uma dívida constituída por um processo de exclusão social
dessa população e, por essa razão, todo esforço conjunto se faz
necessário de forma articulada e permanente para que nós tenhamos, em
nosso país, o resgate da cidadania, do direito dos sujeitos com
deficiência à construção da sua história e do seu tempo – afirmou
Martinha.
O diretor do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta,
denunciou que as salas de recursos, onde funciona um atendimento
educacional especializado para as pessoas com deficiência matriculadas
em escolas comuns, estão sendo fechadas no Distrito Federal.
– Hoje as pessoas estão reunidas, discutindo a terminalidade dos
maiores de 21 anos, pessoas com deficiência. Problema grave, senador. O
senhor tem direito de estudar até quando o senhor quiser, eu tenho,
deputada Rosinha, mas as pessoas com deficiência estão sendo cerceadas
nesse sentido aqui no Distrito Federal – afirmou Cotta.
Martinha disse a Cotta que fizesse uma denúncia oficial ao
Ministério da Educação para que ele intervenha nesse problema do DF. A
audiência contou também com Acioli Antonio de Olivo, representante do
ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp; deputada Rosinha
da Adefal (PTdoB- AL) e vários ativistas da luta pelos direitos das
pessoas com deficiência.
fonte: Agência Senado
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Atividades Interativas - AUTISMO
Esta página contém uma série de exemplos de atividades que podem ser criadas dentro do quarto de brincar / interagir do Programa Son-Rise® para auxiliar crianças e adultos com autismo a interagir e desenvolver suas habilidades sociais. As atividades abaixo estão divididas em duas partes, atividades com metas educacionais variadas e atividades com metas específicas da área da comunicação verbal. Recomendamos que a leitura das atividades siga a ordem apresentada nesta página:
Atividades Interativas Educacionais
Atividades Interativas para Desenvolver a Linguagem
ATIVIDADES INTERATIVAS EDUCACIONAIS
As atividades abaixo são exemplos de atividades interativas criadas dentro do quarto de brincar / interagir do Programa Son-Rise®. As atividades podem ser adaptadas para a faixa etária, interesses e estágio de desenvolvimento social de cada criança ou adulto com autismo. As metas educacionais de algumas atividades também podem ser modificadas de acordo com as necessidades de cada pessoa. Por exemplo, no Pega-Pega Surpresa, a meta apresentada é o aumento do contato visual, mas poderia ser também a comunicação verbal, e o facilitador então solicitaria que a criança, ao invés fazer contato visual através dos buracos do lençol, falasse uma palavra ou uma sentença para dar continuidade ao pega-pega, de acordo com o estágio de desenvolvimento da comunicação verbal da criança.
Identifique o estágio de desenvolvimento social da criança ou adulto com autismo (ver Modelo de Desenvolvimento do Programa Son-Rise) e elabore atividades divertidas e apropriadas às necessidades de cada pessoa.
1. Caça ao Quebra-Cabeça
2. Pega-Pega Surpresa
3. Pescando as Sentenças
4. O Incrível Repórter
5. A Conversa com os Dados
15 IDÉIAS DE ATIVIDADES PARA DESENVOLVER A LINGUAGEM
Os exemplos sugeridos abaixo para atividades interativas com o objetivo de desenvolver a comunicação verbal são apenas breves descrições das atividades. No Programa Son-Rise, os facilitadores procuram construir a interação e ajudar a pessoa com autismo a ficar altamente motivada por uma ação deste facilitador antes de solicitar algo dela. Por exemplo, o facilitador faz cócegas várias vezes na criança sem pedir nada para ela. Apenas quando a criança já está altamente motivada pelas cócegas e demonstra de alguma forma querer mais, o facilitador solicita algo que é um desafio para ela, como falar uma palavra isolada ou sentença, olhar nos olhos, fazer algum gesto ou performance física específica, etc.
No momento em que a pessoa está altamente motivada por uma ação do facilitador, ela tem a motivação como sua aliada para superar suas dificuldades e desenvolver habilidades. Ela supera suas dificuldades enquanto brinca! O prazer e a diversão na interação social levam a pessoa com autismo a querer interagir cada vez mais com outras pessoas e, conseqüentemente, aprender novas habilidades sociais. Investir na conexão amorosa e divertida com a pessoa com autismo beneficia o relacionamento e o aprendizado social. Divirta-se com as atividades!
1. Ofereça variações divertidas dentro de uma mesma motivação (interesse) para permitir a repetição de uma mesma palavra.
2. Pratique sons específicos da articulação de fala em uma canção.
3. Demonstre para a pessoa que quando ela diz a palavra inteira de forma clara ela consegue mais o que quer do que quando diz aproximações da palavra.
4. Seja o médico de língua! Concentre o foco nos movimentos da língua para auxiliar uma articulação de sons mais clara.
5. Combine várias das motivações da pessoa para que a atividade seja ainda mais atraente.
6. A pessoa dá as instruções para você achá-la no quarto e ganha o prêmio de “Melhor Instrutor”.
7. Crie sentenças ao oferecer variações em cima de uma mesma motivação, demonstrando para a pessoa que ela consegue exatamente o que quer quando utiliza sentenças mais longas.
8. Escreva uma sentença em uma cartolina e a cole com fita crepe no chão. Peça para a pessoa pisar em cima e dizer cada palavra da sentença para ganhar a ação motivadora ainda mais rápido.
9. Construa sentenças com blocos que caem no chão.
10. Pegue palavras para combiná-las em uma sentença e então dramatizar a ação de cada sentença.
11. Invente uma canção sobre um tópico que é do interesse da pessoa e peça para ela completar com palavras ou sentenças de forma a estimular sua comunicação verbal espontânea.
12. Invente uma história engraçada e até sem sentido para estimular a fala espontânea.
13. Estimule sentenças mais completas e espontâneas encorajando a pessoa a inventar histórias engraçadas.
14. A pessoa com autismo é o entrevistador de um programa de rádio! Encoraje a conversação através da dramatização de vários personagens.
15. Jogue “Boliche de Conversa” para praticar a habilidade de alternar a vez de falar sobre um assunto.
(Direitos autorais reservados ao The Option Institute and Fellowship © 2004, site www.autismtreatmentcenter.org)
As atividades abaixo são exemplos de atividades interativas criadas dentro do quarto de brincar / interagir do Programa Son-Rise®. As atividades podem ser adaptadas para a faixa etária, interesses e estágio de desenvolvimento social de cada criança ou adulto com autismo. As metas educacionais de algumas atividades também podem ser modificadas de acordo com as necessidades de cada pessoa. Por exemplo, no Pega-Pega Surpresa, a meta apresentada é o aumento do contato visual, mas poderia ser também a comunicação verbal, e o facilitador então solicitaria que a criança, ao invés fazer contato visual através dos buracos do lençol, falasse uma palavra ou uma sentença para dar continuidade ao pega-pega, de acordo com o estágio de desenvolvimento da comunicação verbal da criança.
Identifique o estágio de desenvolvimento social da criança ou adulto com autismo (ver Modelo de Desenvolvimento do Programa Son-Rise) e elabore atividades divertidas e apropriadas às necessidades de cada pessoa.

Meta: Inspirar um aumento do intervalo de atenção compartilhada.
Motivações / Interesses: Figuras, quebra-cabeças e passeios no colo ou de cavalinho.
Preparação: Imprima da internet ou desenhe uma versão grande de um dos personagens favoritos da criança (Barney, um dos Backyardigans, Mickey, etc.). Plastifique com papel contact (para tornar o material mais durável) e corte e pedaços para fazer um quebra-cabeça. Quando você entrar no quarto, coloque as peças do quebra-cabeça em alguns pontos da prateleira.
Início da Atividade: Quando a criança oferecer a você um “Sinal Verde para Interação”*, apresente a atividade pegando uma ou duas peças da prateleira. Explique animadamente que figura será formada quando vocês pegarem todas as peças. Diga também que a maneira de pegar mais peças é ela subir no seu colo ou costas para vocês passearem juntos pelo quarto procurando cada peça. Se a criança não subir no seu colo imediatamente, procure convidá-la outras vezes quando ela oferecer Sinais Verdes até que ela suba no seu colo.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Passeie pelo quarto com a criança em seu colo (ou costas) de formas divertidas. Pegue uma peça por vez e a leve até a mesa para adicioná-la ao quebra-cabeça. Demonstre para a criança como pode ser divertido observar a figura crescer e se tornar o personagem.
Solicitação: O objetivo aqui é prolongar a duração do intervalo de atenção compartilhada da criança, portanto a única coisa a se solicitar é que a criança suba novamente em suas costas para vocês irem pegar uma nova peça. Se a criança entrar em comportamento de isolamento e repetição antes de completar o quebra-cabeça, junte-se à criança fazendo o que ela estiver fazendo. Quando ela oferecer um novo Sinal Verde, convide-a para a atividade do quebra-cabeça novamente.
*Sinal Verde para Interação: Depois de um período de isolamento, a criança demonstrará estar disponível para uma interação social através de um “Sinal Verde”. Há 3 tipos de Sinais Verdes: Contato visual; Comunicação verbal; Contato físico.
Motivações / Interesses: Figuras, quebra-cabeças e passeios no colo ou de cavalinho.
Preparação: Imprima da internet ou desenhe uma versão grande de um dos personagens favoritos da criança (Barney, um dos Backyardigans, Mickey, etc.). Plastifique com papel contact (para tornar o material mais durável) e corte e pedaços para fazer um quebra-cabeça. Quando você entrar no quarto, coloque as peças do quebra-cabeça em alguns pontos da prateleira.
Início da Atividade: Quando a criança oferecer a você um “Sinal Verde para Interação”*, apresente a atividade pegando uma ou duas peças da prateleira. Explique animadamente que figura será formada quando vocês pegarem todas as peças. Diga também que a maneira de pegar mais peças é ela subir no seu colo ou costas para vocês passearem juntos pelo quarto procurando cada peça. Se a criança não subir no seu colo imediatamente, procure convidá-la outras vezes quando ela oferecer Sinais Verdes até que ela suba no seu colo.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Passeie pelo quarto com a criança em seu colo (ou costas) de formas divertidas. Pegue uma peça por vez e a leve até a mesa para adicioná-la ao quebra-cabeça. Demonstre para a criança como pode ser divertido observar a figura crescer e se tornar o personagem.
Solicitação: O objetivo aqui é prolongar a duração do intervalo de atenção compartilhada da criança, portanto a única coisa a se solicitar é que a criança suba novamente em suas costas para vocês irem pegar uma nova peça. Se a criança entrar em comportamento de isolamento e repetição antes de completar o quebra-cabeça, junte-se à criança fazendo o que ela estiver fazendo. Quando ela oferecer um novo Sinal Verde, convide-a para a atividade do quebra-cabeça novamente.
*Sinal Verde para Interação: Depois de um período de isolamento, a criança demonstrará estar disponível para uma interação social através de um “Sinal Verde”. Há 3 tipos de Sinais Verdes: Contato visual; Comunicação verbal; Contato físico.
Meta: Estimular um maior contato visual (olho no olho).
Motivações / Interesses: Pega-pega ou cócegas; fantasias ou chapéus.
Preparação: Providencie uma sacola cheia de fantasias, chapéus, máscaras, asas, etc. Separe um pedaço grande de papelão ou um lençol que você possa pendurar no teto para funcionar como um biombo. Corte um ou dois buracos no papelão ou lençol no nível dos olhos da criança.
Início da Atividade: Quando a criança oferecer um Sinal Verde, apresente a atividade correndo atrás da criança de forma divertida. Adapte a atividade para incluir os interesses de sua criança. Por exemplo, se ela gosta de cócegas, corra atrás dela e faça cócegas no final.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Se a criança demonstrar que quer que você corra e faça cócegas de novo, corra para trás do papel ou lençol e esconda-se enquanto veste um chapéu ou uma peruca. Apareça com a nova fantasia e corra atrás da criança. Repita esta rotina vestindo cada vez uma fantasia diferente. Você pode fingir ser um personagem diferente com cada fantasia. Cada personagem tem uma aparência, voz, jeito de falar, de correr e de fazer cócega diferente dos outros personagens. Isto trará variação, dinamismo e suspense à atividade, tornando-a ainda mais divertida para sua criança.
Solicitação: Quando você já tiver corrido com diferentes fantasias algumas vezes e a criança estiver altamente motivada para mais corridas suas, você pode começar a solicitar. Vá para trás do papelão ou lençol para trocar de fantasia e, antes de sair para mostrar a nova fantasia, coloque seus olhos no buraco do “biombo” e peça para a criança olhar para os seus olhos através do buraco. Assim que ela olhar, pule para fora do biombo e corra atrás dela. A cada vez que você se esconder atrás do biombo para trocar de fantasia, solicite que a criança olhe nos seus olhos através do buraco antes de você aparecer.
Motivações / Interesses: Pega-pega ou cócegas; fantasias ou chapéus.
Preparação: Providencie uma sacola cheia de fantasias, chapéus, máscaras, asas, etc. Separe um pedaço grande de papelão ou um lençol que você possa pendurar no teto para funcionar como um biombo. Corte um ou dois buracos no papelão ou lençol no nível dos olhos da criança.
Início da Atividade: Quando a criança oferecer um Sinal Verde, apresente a atividade correndo atrás da criança de forma divertida. Adapte a atividade para incluir os interesses de sua criança. Por exemplo, se ela gosta de cócegas, corra atrás dela e faça cócegas no final.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Se a criança demonstrar que quer que você corra e faça cócegas de novo, corra para trás do papel ou lençol e esconda-se enquanto veste um chapéu ou uma peruca. Apareça com a nova fantasia e corra atrás da criança. Repita esta rotina vestindo cada vez uma fantasia diferente. Você pode fingir ser um personagem diferente com cada fantasia. Cada personagem tem uma aparência, voz, jeito de falar, de correr e de fazer cócega diferente dos outros personagens. Isto trará variação, dinamismo e suspense à atividade, tornando-a ainda mais divertida para sua criança.
Solicitação: Quando você já tiver corrido com diferentes fantasias algumas vezes e a criança estiver altamente motivada para mais corridas suas, você pode começar a solicitar. Vá para trás do papelão ou lençol para trocar de fantasia e, antes de sair para mostrar a nova fantasia, coloque seus olhos no buraco do “biombo” e peça para a criança olhar para os seus olhos através do buraco. Assim que ela olhar, pule para fora do biombo e corra atrás dela. A cada vez que você se esconder atrás do biombo para trocar de fantasia, solicite que a criança olhe nos seus olhos através do buraco antes de você aparecer.

Meta: Estimular a utilização de sentenças mais longas.
Motivações / Interesses: Atividades físicas (ex: passear de cavalinho, balançar, rodar, pular na bola grande, etc.)
Preparação: Em letras bem grandes, escreva as sentenças que descrevem atividades que você acredita que sua criança terá interesse em participar. Por exemplo: “Eu quero passear de cavalo”, “Eu quero balançar devagar”, “Eu quero pular na estrada de buracos”, “Eu quero voar de avião”, “Faça passeio de elefante”, “Faça passeio de espirro”! Seja criativo em relação aos tipos de passeios, balanços e pulos que você pode oferecer para a criança. Escreva quantas sentenças você conseguir inventar para ações que você vai oferecer. Plastifique as sentenças para que elas possam ser reutilizadas. Depois corte as sentenças em 3 partes para criar “piscinas” de palavras / frases. A 1ª piscina irá conter os inícios das sentenças (ex: “Eu quero”, “Faça”, etc). A 2ª piscina terá as ações motivadoras (ex: “o passeio”, “balançar”, etc.). A 3ª piscina terá as palavras descritivas da ação (ex: “de cavalo”, “de avião”, “de espirro”, “devagar”, etc.). Cole um clipe de metal em cada pedaço de papel. Improvise uma vara de pescar com um pequeno imã no fim da linha. Coloque as 3 piscinas (caixas, bacias) de categorias de palavras no quarto de brincar / interagir.
Início da Atividade: Quando sua criança oferecer um Sinal Verde, corra para a 2ª piscina (verbos, ações) e pesque você mesmo um pedaço de papel com uma palavra de ação. Leia a palavra para a criança e ofereça a ação correspondente (um passeio, balanço ou pulo).
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Agora pesque uma palavra da 2ª e uma da 3ª piscina, e leia a combinação para a criança (ex: “pulo de elefante”). Ofereça esta ação para a criança. Faça isto várias vezes até que sua criança esteja motivada o suficiente para vir ajudá-lo a pescar uma palavra de cada piscina.
Solicitação: Quando sua criança estiver bem motivada dentro da atividade, você pode pedir para que ela leia a sentença inteira ou para que repita depois de você. E você oferece a ação motivadora. Esta atividade pode evoluir para um momento em que a criança não precise mais das palavras por escrito para ajudá-la a elaborar uma sentença completa.
Motivações / Interesses: Atividades físicas (ex: passear de cavalinho, balançar, rodar, pular na bola grande, etc.)
Preparação: Em letras bem grandes, escreva as sentenças que descrevem atividades que você acredita que sua criança terá interesse em participar. Por exemplo: “Eu quero passear de cavalo”, “Eu quero balançar devagar”, “Eu quero pular na estrada de buracos”, “Eu quero voar de avião”, “Faça passeio de elefante”, “Faça passeio de espirro”! Seja criativo em relação aos tipos de passeios, balanços e pulos que você pode oferecer para a criança. Escreva quantas sentenças você conseguir inventar para ações que você vai oferecer. Plastifique as sentenças para que elas possam ser reutilizadas. Depois corte as sentenças em 3 partes para criar “piscinas” de palavras / frases. A 1ª piscina irá conter os inícios das sentenças (ex: “Eu quero”, “Faça”, etc). A 2ª piscina terá as ações motivadoras (ex: “o passeio”, “balançar”, etc.). A 3ª piscina terá as palavras descritivas da ação (ex: “de cavalo”, “de avião”, “de espirro”, “devagar”, etc.). Cole um clipe de metal em cada pedaço de papel. Improvise uma vara de pescar com um pequeno imã no fim da linha. Coloque as 3 piscinas (caixas, bacias) de categorias de palavras no quarto de brincar / interagir.
Início da Atividade: Quando sua criança oferecer um Sinal Verde, corra para a 2ª piscina (verbos, ações) e pesque você mesmo um pedaço de papel com uma palavra de ação. Leia a palavra para a criança e ofereça a ação correspondente (um passeio, balanço ou pulo).
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Agora pesque uma palavra da 2ª e uma da 3ª piscina, e leia a combinação para a criança (ex: “pulo de elefante”). Ofereça esta ação para a criança. Faça isto várias vezes até que sua criança esteja motivada o suficiente para vir ajudá-lo a pescar uma palavra de cada piscina.
Solicitação: Quando sua criança estiver bem motivada dentro da atividade, você pode pedir para que ela leia a sentença inteira ou para que repita depois de você. E você oferece a ação motivadora. Esta atividade pode evoluir para um momento em que a criança não precise mais das palavras por escrito para ajudá-la a elaborar uma sentença completa.

Meta: Inspirar um maior interesse em outras pessoas.
Motivações /Interesses: Jogo imaginativo, troféus, prêmios, medalhas.
Preparação: Separe para o quarto todos os brinquedos e objetos que se encaixem em uma temática de expedições / safáris (ex: binóculos, telefone velho, chapéus, cordas, mochilas, comidas de plástico, figuras de animais, etc.). Faça um mapa do território que vocês irão explorar na expedição. Faça um “Caderninho de Notas do Repórter” com perguntas que você escreveu para a criança utilizar. Estas serão perguntas que a criança fará para você quando você estiver fingindo ser personagens diversos (ex: “O que você mais gosta da vida na savana africana?”)
Início da Atividade: Mostre o mapa para a criança de maneira muito animada e explique que um “jornal” local quer que vocês façam uma reportagem sobre animais exóticos, dinossauros, alienígenas, pessoas (o que quer que você acredite que seria mais interessante para a criança) que vivem naquele local do mapa. Inicie a atividade oferecendo à criança uma maneira simples e física de participar, por exemplo, segurar o mapa, dirigir o jipe, procurar girafas através dos binóculos, etc. Avise para a criança que quando ela voltar para a redação do jornal com a reportagem ela receberá uma medalha ou troféu do mais “Incrível Repórter”.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Enquanto vocês viajam pelo território que vocês criaram, utilize os seus 3E’s* para ajudar sua criança a ficar ainda mais motivada pela atividade. Finja ser um dos animais (ou alienígenas, etc.) e se apresente à criança. Agindo como o personagem, conte animadamente sobre você, respondendo a todas as perguntas que estão escritas no “Caderninho de Notas do Repórter” sem que a criança precise fazer as perguntas.
Solicitação: Quando a criança estiver altamente envolvida na atividade, comece a pedir para ela fazer o papel do repórter mais ativamente. Estimule a criança a perguntar para você as perguntas escritas no caderno enquanto você finge ser os vários personagens que vocês encontram pelo caminho. Depois de fazer isto com alguns personagens, diga para a criança que o repórter que provavelmente ganhará o prêmio de “Incrível Repórter” será aquele que inventar novas perguntas para fazer. Encoraje a criança a fazer perguntas que não estão escritas no caderno.
* 3E’s: Uma técnica fundamental do Programa Son-Rise. Os 3E’s são Energia, Entusiasmo e Empolgação.
Motivações /Interesses: Jogo imaginativo, troféus, prêmios, medalhas.
Preparação: Separe para o quarto todos os brinquedos e objetos que se encaixem em uma temática de expedições / safáris (ex: binóculos, telefone velho, chapéus, cordas, mochilas, comidas de plástico, figuras de animais, etc.). Faça um mapa do território que vocês irão explorar na expedição. Faça um “Caderninho de Notas do Repórter” com perguntas que você escreveu para a criança utilizar. Estas serão perguntas que a criança fará para você quando você estiver fingindo ser personagens diversos (ex: “O que você mais gosta da vida na savana africana?”)
Início da Atividade: Mostre o mapa para a criança de maneira muito animada e explique que um “jornal” local quer que vocês façam uma reportagem sobre animais exóticos, dinossauros, alienígenas, pessoas (o que quer que você acredite que seria mais interessante para a criança) que vivem naquele local do mapa. Inicie a atividade oferecendo à criança uma maneira simples e física de participar, por exemplo, segurar o mapa, dirigir o jipe, procurar girafas através dos binóculos, etc. Avise para a criança que quando ela voltar para a redação do jornal com a reportagem ela receberá uma medalha ou troféu do mais “Incrível Repórter”.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Enquanto vocês viajam pelo território que vocês criaram, utilize os seus 3E’s* para ajudar sua criança a ficar ainda mais motivada pela atividade. Finja ser um dos animais (ou alienígenas, etc.) e se apresente à criança. Agindo como o personagem, conte animadamente sobre você, respondendo a todas as perguntas que estão escritas no “Caderninho de Notas do Repórter” sem que a criança precise fazer as perguntas.
Solicitação: Quando a criança estiver altamente envolvida na atividade, comece a pedir para ela fazer o papel do repórter mais ativamente. Estimule a criança a perguntar para você as perguntas escritas no caderno enquanto você finge ser os vários personagens que vocês encontram pelo caminho. Depois de fazer isto com alguns personagens, diga para a criança que o repórter que provavelmente ganhará o prêmio de “Incrível Repórter” será aquele que inventar novas perguntas para fazer. Encoraje a criança a fazer perguntas que não estão escritas no caderno.
* 3E’s: Uma técnica fundamental do Programa Son-Rise. Os 3E’s são Energia, Entusiasmo e Empolgação.

Meta: Conversação com conteúdo social.
Motivação / Interesses: O assunto que sua criança goste de conversar (ex: carros, etc.).
Preparação: Faça dois dados gigantes (caixas quadradas embaladas em papel). Um dado será o dado das “situações”, cada face terá uma situação diferente relacionada com a área de interesse de sua criança (ex: o carro quebrando, comprando um novo carro, etc.). No outro dado, escreva em cada face nomes de pessoas que sua criança conhece (ex: membros da família, voluntários do programa, o seu nome e o nome da criança).
Início da Atividade: Explique para a criança a atividade. Neste jogo, cada um tem a sua vez para jogar ambos os dados ao mesmo tempo. A combinação entre a situação e o nome da pessoa dita então o tópico da conversa. A idéia é conversar sobre como aquela pessoa específica agiria naquela determinada situação. Queremos encorajar conversas que tenham o foco em informações pessoais ao invés de informações factuais. Se você jogar os dados e obtiver a mesma combinação uma segunda vez, jogue o dado dos nomes novamente até que você tenha um nome diferente como tópico da conversa.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Você joga os dados primeiro e então descreve como você acha que aquela pessoa agiria naquela determinada situação. Descreva a situação de forma animada, divertida, e bem detalhada, como se estivesse pintando um quadro da cena. Procure adicionar na sua descrição vários interesses da criança. Por exemplo, se a criança gosta de humor tipo “pastelão”, inclua na história pessoas escorregando ou deixando coisas cair, etc. Estimule a criança a ter a vez dela. Auxilie a criança a contar a história o quanto você achar necessário, e celebre quaisquer idéias ela oferecer. Continue alternando a vez entre os jogadores.
Solicitação: Quando a criança entender bem o mecanismo do jogo e estiver altamente motivada, comece a introduzir desafios maiores. Ofereça menos auxílio, fique em silêncio e espere que a criança ofereça mais idéias espontaneamente. Se a criança oferecer uma descrição apenas factual do que poderia acontecer naquela situação, ou uma descrição geral não relacionada à pessoa em questão, celebre esta descrição e solicite que ela traga elementos mais específicos para aquela história tendo em mente como aquela pessoa em particular agiria naquele contexto. Se necessário, ofereça algumas dicas relativas à personalidade daquela pessoa específica (ex: “Você se lembra como o Beto gosta de conversar o tempo todo? O que você acha que ele faria se o carro dele quebrasse?”).
(Direitos autorais reservados ao The Option Institute and Fellowship, site www.autismtreatmentcenter.org)
Motivação / Interesses: O assunto que sua criança goste de conversar (ex: carros, etc.).
Preparação: Faça dois dados gigantes (caixas quadradas embaladas em papel). Um dado será o dado das “situações”, cada face terá uma situação diferente relacionada com a área de interesse de sua criança (ex: o carro quebrando, comprando um novo carro, etc.). No outro dado, escreva em cada face nomes de pessoas que sua criança conhece (ex: membros da família, voluntários do programa, o seu nome e o nome da criança).
Início da Atividade: Explique para a criança a atividade. Neste jogo, cada um tem a sua vez para jogar ambos os dados ao mesmo tempo. A combinação entre a situação e o nome da pessoa dita então o tópico da conversa. A idéia é conversar sobre como aquela pessoa específica agiria naquela determinada situação. Queremos encorajar conversas que tenham o foco em informações pessoais ao invés de informações factuais. Se você jogar os dados e obtiver a mesma combinação uma segunda vez, jogue o dado dos nomes novamente até que você tenha um nome diferente como tópico da conversa.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Você joga os dados primeiro e então descreve como você acha que aquela pessoa agiria naquela determinada situação. Descreva a situação de forma animada, divertida, e bem detalhada, como se estivesse pintando um quadro da cena. Procure adicionar na sua descrição vários interesses da criança. Por exemplo, se a criança gosta de humor tipo “pastelão”, inclua na história pessoas escorregando ou deixando coisas cair, etc. Estimule a criança a ter a vez dela. Auxilie a criança a contar a história o quanto você achar necessário, e celebre quaisquer idéias ela oferecer. Continue alternando a vez entre os jogadores.
Solicitação: Quando a criança entender bem o mecanismo do jogo e estiver altamente motivada, comece a introduzir desafios maiores. Ofereça menos auxílio, fique em silêncio e espere que a criança ofereça mais idéias espontaneamente. Se a criança oferecer uma descrição apenas factual do que poderia acontecer naquela situação, ou uma descrição geral não relacionada à pessoa em questão, celebre esta descrição e solicite que ela traga elementos mais específicos para aquela história tendo em mente como aquela pessoa em particular agiria naquele contexto. Se necessário, ofereça algumas dicas relativas à personalidade daquela pessoa específica (ex: “Você se lembra como o Beto gosta de conversar o tempo todo? O que você acha que ele faria se o carro dele quebrasse?”).
(Direitos autorais reservados ao The Option Institute and Fellowship, site www.autismtreatmentcenter.org)

Os exemplos sugeridos abaixo para atividades interativas com o objetivo de desenvolver a comunicação verbal são apenas breves descrições das atividades. No Programa Son-Rise, os facilitadores procuram construir a interação e ajudar a pessoa com autismo a ficar altamente motivada por uma ação deste facilitador antes de solicitar algo dela. Por exemplo, o facilitador faz cócegas várias vezes na criança sem pedir nada para ela. Apenas quando a criança já está altamente motivada pelas cócegas e demonstra de alguma forma querer mais, o facilitador solicita algo que é um desafio para ela, como falar uma palavra isolada ou sentença, olhar nos olhos, fazer algum gesto ou performance física específica, etc.
No momento em que a pessoa está altamente motivada por uma ação do facilitador, ela tem a motivação como sua aliada para superar suas dificuldades e desenvolver habilidades. Ela supera suas dificuldades enquanto brinca! O prazer e a diversão na interação social levam a pessoa com autismo a querer interagir cada vez mais com outras pessoas e, conseqüentemente, aprender novas habilidades sociais. Investir na conexão amorosa e divertida com a pessoa com autismo beneficia o relacionamento e o aprendizado social. Divirta-se com as atividades!
1. Ofereça variações divertidas dentro de uma mesma motivação (interesse) para permitir a repetição de uma mesma palavra.
Por exemplo: Torne-se uma “Máquina de Apertar”. Modele a palavra
“apertar” para a pessoa, pendure um papel com a palavra “apertar” na sua
camiseta, ofereça várias formas de apertar a pessoa (massagem) e,
quando ela estiver altamente motivada, peça para ela falar a palavra
“apertar” para a “Máquina de Apertar” funcionar. Utilizando o mesmo
princípio, você pode criar uma atividade onde você é a “Máquina de
Comer” (que vai “comendo o pé ou mão” da pessoa) e a palavra que a
pessoa fala é “comer”. Você também pode ser a “Caixa de Música”, e a
pessoa fala a palavra “música” para você começar a tocar instrumentos ou
cantar.
2. Pratique sons específicos da articulação de fala em uma canção.
Por exemplo: Se a pessoa gosta da canção “Seu Lobato Tinha um Sítio”,
adapte os versos para incluir sons de fala que a pessoa tem dificuldade
para articular. Você pode cantar “Era ‘t-t-t’ prá cá, era ‘t-t-t’ prá
lá, ia ia iou” se a pessoa tiver dificuldade em pronunciar o “T”. Você
canta e convida a pessoa para cantar com você.
3. Demonstre para a pessoa que quando ela diz a palavra inteira de forma clara ela consegue mais o que quer do que quando diz aproximações da palavra.
Por exemplo: Se a pessoa tende a omitir as consoantes iniciais das
palavras, prenda um papel com a letra “C” na sua mão direita e as letras
“ócega” na sua mão esquerda. Se a pessoa disser “ócega”, faça cócegas
nela com a mão esquerda. Quando ela disser a palavra toda, ofereça
cócegas com suas duas mãos. Você pode criar o mesmo tipo de atividade
com palavras como “massagem”, “carinho”, etc.
4. Seja o médico de língua! Concentre o foco nos movimentos da língua para auxiliar uma articulação de sons mais clara.
Por exemplo: Providencie um conjunto de fantoches e bonecos de pelúcia
que abrem a boca. Você poderia até colar línguas de papel ou tecido em
cada boca. Cada boneco tem uma dificuldade específica no movimento da
língua. Peça para a pessoa com autismo para ajudar você a examinar a
boca de cada boneco com um daqueles palitos (ou com a própria mão).
Prescreva vários movimentos de língua para cada boneco. Depois de
examinar todos os bonecos, faça com que um dos bonecos examine a pessoa
com autismo e prescreva para ela um exercício específico de língua. Se a
pessoa quiser, ela pode examinar você também!
5. Combine várias das motivações da pessoa para que a atividade seja ainda mais atraente.
Por exemplo: Faça um cartaz com a palavra “Música” e outro com a palavra
“Correr” ou “Pegar”. Modele a brincadeira jogando uma almofada em um
cartaz. Jogue na palavra “Música” e comece a tocar um instrumento ou
cantar. Jogue na palavra “Pegar” e saia correndo em direção à pessoa
para um “pega-pega”. Quando a pessoa estiver altamente motivada por
“música” ou “pegar”, peça para ela dizer a palavra correspondente à ação
que deseja.
6. A pessoa dá as instruções para você achá-la no quarto e ganha o prêmio de “Melhor Instrutor”.
Por exemplo: Entre no quarto com um grande chapéu na cabeça e anuncie
que a pessoa acaba de ganhar um prêmio muito especial. Quando você
estiver prestes a entregar o prêmio para ela, faça com que o seu chapéu
cubra os seus olhos e estimule a pessoa a ajudar você a chegar até ela
sem conseguir enxergar. No início, ela pode utilizar comandos simples
como “para frente” e “para trás”. Depois de um tempo, você pode se
colocar atrás de obstáculos para encorajá-la a dizer “Passe por cima do
banco”, ou “Pule sobre a almofada”.
7. Crie sentenças ao oferecer variações em cima de uma mesma motivação, demonstrando para a pessoa que ela consegue exatamente o que quer quando utiliza sentenças mais longas.
Por exemplo: Crie um cartaz com a silhueta de um corpo. Nomeie cada
parte do corpo com um cartão removível. Na parte de cima do cartaz,
escreva “Colorir ______”. Peça para a pessoa pegar o cartão que
corresponde à parte do corpo que ela quer que seja colorida e que o
coloque no espaço para completar a sentença. Quando ela estiver
altamente motivada, estimule a pessoa a dizer a sentença completa. Se
ela disser apenas “colorir”, responda colorindo algo fora do corpo. Se
ela disser apenas “perna”, responda balançando a sua própria perna. A
idéia é incentivar a pessoa a dizer “colorir perna” ou “colorir a perna”
para você “entender” e colorir a perna no corpo do cartaz.
8. Escreva uma sentença em uma cartolina e a cole com fita crepe no chão. Peça para a pessoa pisar em cima e dizer cada palavra da sentença para ganhar a ação motivadora ainda mais rápido.
Por exemplo: A sentença pode ser “Eu quero uma canção”. Quando a pessoa
terminar de falar a sentença, imediatamente comece a cantar a canção
favorita da pessoa. Quando você terminar aquela canção, peça para a
pessoa falar a sentença de novo e, quando ela completar a sentença,
cante uma outra canção.
9. Construa sentenças com blocos que caem no chão.
Por exemplo: Providencie blocos bem grandes (como tijolos de papel ou
espuma, ou até caixas de sapato). Cole em cada bloco uma palavra da
sentença “Eu quero que os blocos caiam”. Comece a construir uma torre
com o bloco que tem a palavra “Eu” no chão. Continue a construir a torre
e a sentença assim por diante. Quando a pessoa disser a sentença
completa, faça com que a torre desabe de forma divertida.
10. Pegue palavras para combiná-las em uma sentença e então dramatizar a ação de cada sentença.
Por exemplo: Monte um trilho de trem em volta do quarto e a cada estação
ofereça para a pessoa um série de opções de cartões com uma palavra em
cada um. Peça para a pessoa escolher uma das palavras e colocar o cartão
como carga no trem. Quando o trem chegar ao fim da linha e tiver
algumas palavras nele, ajude a pessoa a combinar as palavras e criar uma
sentença para falar. Depois de criada a sentença, você dramatiza a cena
correspondente. Por exemplo, a sentença é “O macaco pula na floresta” e
você pula pelo quarto dançando e cantando como um macaco.
11. Invente uma canção sobre um tópico que é do interesse da pessoa e peça para ela completar com palavras ou sentenças de forma a estimular sua comunicação verbal espontânea.
Por exemplo: Invente uma canção sobre a Barbie viajando pelo mundo. Você
pode utilizar a melodia de uma canção conhecida e modificar a letra.
Quando a pessoa estiver altamente motivada, experimente deixar “espaços”
em silêncio para ver se ela completa com alguma palavra espontânea.
12. Invente uma história engraçada e até sem sentido para estimular a fala espontânea.
Por exemplo: Faça uma pilha de cartões com uma palavra em cada um,
palavras relacionadas aos interesses da pessoa. Inclua cartões que
contenham apenas um ponto de interrogação. Escreva então uma história
com a pessoa em uma cartolina. Escreva meia sentença e faça uma pausa.
Pegue um cartão e use a palavra para completar a sentença. Se você pegar
um ponto de interrogação, você ou a pessoa podem inventar qualquer
palavra para escrever naquele ponto da história. Quanto mais engraçada e
sem sentido a história melhor!
13. Estimule sentenças mais completas e espontâneas encorajando a pessoa a inventar histórias engraçadas.
Por exemplo: Faça duas pilhas de cartões. Uma pilha contém figuras de
pessoas fazendo diferentes ações. A outra pilha contém figuras de
diversos objetos. Comece pegando um cartão de cada pilha e crie uma
sentença que associe uma palavra com a outra. Por exemplo, você pega um
cartão de um homem cortando a grama e outro de uma escova de cabelo.
Você poderia então dizer “O Beto esqueceu que ele tinha uma máquina de
cortar grama e usou a escova de cabelo para cortar a grama do jardim”.
Convide a pessoa para fazer uma sentença na vez dela.
14. A pessoa com autismo é o entrevistador de um programa de rádio! Encoraje a conversação através da dramatização de vários personagens.
Por exemplo: Traga um gravador para o quarto e represente os diversos
personagens que serão entrevistados pela pessoa. Você pode representar o
elenco de um filme ou livro favorito. Estimule a pessoa a entrevistá-lo
por 3 minutos. Se ela mudar o assunto, pare de gravar e a estimule a
voltar para o assunto da entrevista.
15. Jogue “Boliche de Conversa” para praticar a habilidade de alternar a vez de falar sobre um assunto.
Por exemplo: No fundo de cada pino de boliche está escrito um tópico
para conversa (ex: férias, o mar, seu melhor amigo, etc.). A cada vez
que você derrubar os pinos, escolha um deles e fale sobre o respectivo
tema por 1 minuto. Você pode utilizar um cronômetro durante a atividade.
(Direitos autorais reservados ao The Option Institute and Fellowship © 2004, site www.autismtreatmentcenter.org)
© 2011 Inspirados pelo Autismo -- Contato: info@inspiradospeloautismo.co
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Aprovada criação de política nacional sobre pessoa com autismo
| Fonte: http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&id=64862http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&id=64862 | |||
| Sexta, 31 de Agosto de 2012 - 15:46 | |||
| Foto: Divulgação | |||
|
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Direitos dos Autistas
Vestir-se com a cor azul
Soltar balões, azuis
Colaboração: Rosa
Maria Passarelli
Grupo Asperger Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)

