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Jogo Pesca letras desenvolvido por aluno da Católica para crianças
cegas está disponível para download no Pernambuco.com .
Mariana Souza tem 8 anos e é cega. Como várias crianças de sua idade, um de seus passatempos favoritos é ficar
![]() Mariana fez o "test-drive" do game com seu pai, que também é deficiente visual, para que o autor Bruno Cosmo (à direita) fizesse as alterações necessárias. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press |
jogando
no computador. Na maioria das vezes, ela joga sozinha sem a companhia
de outra criança. Isso porque, boa parte dos jogos destinados a
deficientes visuais é feita para ser utilizada apenas por essa
população, não promove uma integração entre quem tem alguma deficiência e
quem não tem.
Para mudar essa realidade, o estudante de
Sistemas de Informação da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap),
Bruno Cosmo, criou o jogo Pesca letras no qual crianças com deficiência
visual ou auditiva podem jogar com crianças sem nenhuma necessidade
especial. O jogo está disponível para download gratuito, a partir de
hoje, no portal Pernambuco.com (www.pernambuco.com) na seção
tecnologia. O Pesca letras é um jogo educativo bem simples e indicado
para a garotada que está sendo alfabetizada ou que já conhece o
alfabeto. Atravésdele, as crianças se familiarizam com os números e as
letras do alfabeto, além de conhecerem melhor o teclado do computador.
Com um layout de uma praia (e o som da mesma), uma voz pede para a criança pescar determinada letra, aparecendo a imagem do caractere do alfabeto na tela. A criança cega deve encontrar a letra indicada, procurando-a no teclado. Já aquela que tem deficiência auditiva ou nenhuma deficiência, ao invés de buscar a letra no teclado, deve procurá-la num teclado virtual (em que as teclas estão apagadas). Então, com o mouse, clicar onde possivelmente está a letrinha.
"Já joguei esse jogo umas cinco vezes. Achei bem legal porque foi feito pra crianças que enxergam e que não enxergam. É sempre bom jogar com alguém, porque sozinha não tem graça", diz Mariana que, junto com o seu pai que é cego, testou o joguinho e deu dicas a Bruno do que poderia ser modificado.
O jogo pernambucano Pesca letras foi o resultado prático do trabalho de conclusão de curso de Bruno Cosmo, que pesquisou sobre tecnologias assistivas. O estudo obteve o primeiro lugar na Mostra de Trabalhos Acadêmicos realizada durante a 2ª Semana de Informática da Unicap "Aprendemos muitas teorias na faculdade e por que não utilizar os princípios e conceitos na prática? O objetivo do jogo é promover a integração de crianças deficientes com as não-deficientes, e conscientizar os profissionais de informática no sentido de desenvolver projetos comerciais acessíveis para essas pessoas com deficiência, que no estado somam 17% da população e o mercado não está de olho nelas", justifica ele.
Com um layout de uma praia (e o som da mesma), uma voz pede para a criança pescar determinada letra, aparecendo a imagem do caractere do alfabeto na tela. A criança cega deve encontrar a letra indicada, procurando-a no teclado. Já aquela que tem deficiência auditiva ou nenhuma deficiência, ao invés de buscar a letra no teclado, deve procurá-la num teclado virtual (em que as teclas estão apagadas). Então, com o mouse, clicar onde possivelmente está a letrinha.
"Já joguei esse jogo umas cinco vezes. Achei bem legal porque foi feito pra crianças que enxergam e que não enxergam. É sempre bom jogar com alguém, porque sozinha não tem graça", diz Mariana que, junto com o seu pai que é cego, testou o joguinho e deu dicas a Bruno do que poderia ser modificado.
O jogo pernambucano Pesca letras foi o resultado prático do trabalho de conclusão de curso de Bruno Cosmo, que pesquisou sobre tecnologias assistivas. O estudo obteve o primeiro lugar na Mostra de Trabalhos Acadêmicos realizada durante a 2ª Semana de Informática da Unicap "Aprendemos muitas teorias na faculdade e por que não utilizar os princípios e conceitos na prática? O objetivo do jogo é promover a integração de crianças deficientes com as não-deficientes, e conscientizar os profissionais de informática no sentido de desenvolver projetos comerciais acessíveis para essas pessoas com deficiência, que no estado somam 17% da população e o mercado não está de olho nelas", justifica ele.
Clique aqui para baixar o jogo
Autora da matéria: Raítza Vieira // Especial para o Diario aitzavieira.pe@diariosassociados.com.br
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2008/12/15/info4_0.asp
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