Este blog é um espaço destinado a troca de experiências e conhecimentos, idéias e ideais que envolvem o Atendimento Educacional Especializado.
AEE
A Sala de Recursos Multifuncionais do Centro de Educação de Jovens e Adultos - CEJA Ana Vieira Pinheiro é um espaço onde o AEE- Atendimento Educacional Especializado acontece considerando as necessidades específicas do aluno para complementar e/ou suplementar a sua formação, identificando, elaborando e organizando recursos pedagógicos e de acessibilidade que favorecem a inclusão e eliminam as barreiras para a plena participação dos alunos com deficiência, fortalecendo sua autonomia na escola e fora dela.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Dumbo - Trabalhando as diferenças com as crianças
Esse vídeo é uma ótima opção para trabalhar a sensibilização de alunos, colegas professores ou pais.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Mãe Especial: Nosso protesto
Mãe Especial: Nosso protesto: Quando criança meu filho não teve lazer. Não temos parques adaptados. Só tem atendimento médico porque pagamos. De transporte...
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Uma posição Maior
Izabel Maior*
Você, e quem mais desejar, pode dar publicidade à minha opinião com referência ao tema educação inclusiva, como convicção e como diretriz de política pública que sempre defendi. Mesmo antes de chegar à Brasília, ter construído a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e ocupado um dos cargos mais cobiçados da gestão pública federal, a experiência prática de professora me dizia que inclusão começa no primeiro espaço institucional ao qual todas as pessoas precisam ter acesso em bases iguais - a escola.
Prezados,
Quero voltar alguns anos de luta para lembrar que a situação revelada no "preferencialmente" fazia algum sentido na década de 80, quando o modelo da inclusão era apenas uma possibilidade, até mesmo pela falta de investimento da área governamental em políticas sociais, entre elas a de educação inclusiva para as pessoas com deficiência.
Atravessamos tempestades até que se firmou o documento "educação especial na perspectiva da educação inclusiva" no início do século XXI. O debate de ideias e, muitas vezes, o confronto de ideias e interesses parecia ter encontrado convivência com a instituição do AEE, a dupla jornada e o financiamento da rede não governamental pelo FUNDEB. Surgiram as iniciativas do PDE e da Agenda Social de Inclusão das PcD em 2007, com forte apoio à educação especial inclusiva, em ambiente inclusivo na rede regular de ensino, com acessibilidade, capacitação dos professores e tecnologia assistiva.
Talvez algumas pessoas não conheçam a importância da participação do Brasil nos debates na ONU em 2005 e 2006, quando a redação da CDPD chegava ao ponto que, mal comparando, agora se apresenta a Meta 4 do PNE. Sustentamos a educação inclusiva em todos os níveis de ensino a despeito de potências hegemônicas pretenderem a educação especial separada, particularmente para as pessoas com deficiência intelectual. Um dos motivos que nos moveu para garantir a educação inclusiva na CDPD foi a certeza de que o texto da Convenção seria adotado como emenda à Constituição e deixaria para a história o termo "preferencialmente", por estar culturalmente e legalmente superado como o foi com o advento do Decreto 6949/2009.
Mas o que se vê é uma redação NÃO consensuada na qual o governo federal desiste de sua própria construção política e opção pela educação inclusiva e resgata a posição dúbia do "preferencialmente", parecendo se envergonhar das escolhas anteriores.
Não existe a possibilidade de "preferencialmente" após 2009. O único texto constitucional referente à educação das pessoas com deficiência é o texto da CDPD, o qual é claro ao adotar a educação inclusiva.
Reinserir a dúvida de comando em um plano nacional da educação, de horizonte decenal, é abrir mão de muitas crianças e jovens com deficiência que podem não receber a educação inclusiva como aconteceu no passado, mesmo na vigência da CDPD no Brasil.
Não aceito e não pactuo com as manobras políticas comandadas pela equipe a frente do MEC e tampouco com pessoas que em nome do movimento apresentam uma proposta de redação da Meta 4 divorciada daquela que foi debatida e saiu vencedora na CONAE. Alguns dos que se sentaram à mesa de negociação se dizem conhecedores do espírito da CDPD, mas não é esse o resultado alcançado na redação proposta para apoio junto ao relator.
É bem mais digno lutar até à votação final sem abrir mão da defesa da educação inclusiva. Não se deve esquecer que setembro é o mês da nossa luta e ainda há tempo de não aceitar o retrocesso do rolo compressor de sempre.
Saudações,
Izabel Maior
Caso você não saiba quem é Izabel Maior, leia aqui
Descrição da imagem: foto de Izabel Maior falando num microfone, em foto da Revista Sentidos
Conheça Izabel Maior, uma mulher que adquiriu deficiência física na juventude, venceu os obstáculos e chegou ao Congresso
Uma história de lutas
Conheça Izabel Maior, uma mulher que adquiriu deficiência física na juventude, venceu os obstáculos e chegou ao Congresso
Por
Marina Miranda / Foto Agência Brasil
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Médica,
professora e ativista. A incansável Izabel Maior, ex Secretária
Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, tem
um currículo extenso. A carioca que conheceu o bonde de São
Januário, subiu em árvore e andou de bicicleta em pleno Rio de
Janeiro dos anos 1950, se recorda com carinho da época de aluna no
Instituto de Educação (hoje, Instituto Superior de Educação do
Rio de Janeiro), à Rua Mariz e Barros, no bairro da Tijuca. Foi lá
que se formou professora primária. Nesse período, era atleta do
Clube de Regatas Vasco da Gama. "Sou vascaína! Fui nadadora
infanto-juvenil. Não era um talento muito grande, mas dava para
subir ao pódio."
De
repente, a professora decidiu: seria médica. Durante a preparação
para entrar no curso de medicina, conheceu um rapaz. "No curso
pré-vestibular conheci um colega, que se sentava atrás de mim. Ele
era muito inteligente e terminava os exercícios de física
rapidamente, e isso me chamou a atenção." Uma gripe forte,
duas semanas de cama e o cavalheirismo de repassar a matéria
perdida: este foi o início de uma amizade que virou namoro, no
primeiro ano de medicina e, casamento, nove anos depois. Claro que o
fato do então amigo Cláudio Maior ter passado em primeiro lugar na
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) contou pontos na lista
de Izabel, que sempre foi boa aluna.
De quase médica à paciente
No
quarto ano de medicina, a estudante começou a sentir constantes
sinais de fraqueza e cansaço. "Às vezes, tropeçava quando
corria e comecei a notar que algo diferente acontecia com a minha
perna direita." Com recursos escassos na época - não existia
ressonância em 1976 - os exames de Izabel indicavam que ela teria um
tumor na medula cervical. "Fui internada para fazer uma espécie
de punção, uma agulha entre as vértebras e o pescoço, para ver se
o que tinha era líquido ou sólido. A punção não foi suficiente e
sugeriram uma cirurgia de descompressão. A operação foi um
fracasso absoluto, um erro médico, sem nenhuma dúvida." A
aluna de medicina de repente estava sem os movimentos das pernas e
dos braços.
"O
que tinha era um leve prejuízo da perna direita quando corria, mas
acabei sofrendo uma lesão parcial na medula, deixando-me sem os
movimentos dos membros. Se não fosse pela sucessão de erros, não
seria uma pessoa com deficiência", observa em tom duro. No
Brasil, segundo ela, o diagnóstico foi de tumor cancerígeno e nos
EUA, não foi conclusivo.
Depois
da cirurgia, Izabel foi encaminhada para a radioterapia. "O
cirurgião entrou no quarto, quando estava sozinha, chegou perto de
mim e disse: "Olha, o seu tumor era muito grande e não
conseguimos tirar, mas uma jovem sobreviveu fazendo radioterapia",
revela. "Imagine, foi assim que eu soube de tudo. Um desastre
total", complementa.
A
tragédia tomou proporções maiores por conta da mãe, que estava
com câncer e quase não pôde acompanhá-la durante o processo de
reabilitação, assim como o pai, internado por conta de uma úlcera
logo no início do seu tratamento. "Foi uma época muito ruim da
minha vida. Hoje, falo disso com tranquilidade, mas imagine, com 22
anos ninguém está preparado." Uma cena do tratamento ficou
marcada na lembrança de Izabel: "Estava no hospital, um
marimbondo entrou no quarto.
Fiquei
apenas observando-o e aquilo foi muito significativo porque o inseto
não podia me fazer nada. Mesmo que me ferroasse, não iria sentir",
relembra.
A
ex-secretária diz ter se mantido firme, apesar da gravidade da
situação. "Não acreditei que iria morrer, o que me ajudou
muito. Isso, somado ao carinho da família e dos meus colegas."
O curso foi concluído com o auxílio dos colegas de sala, que
repassavam o material de aula, e pelo tempo de trabalho como
"acadêmica clandestina" em plantões de obstetrícia e
emergência nos primeiros anos de faculdade que, no final, a ajudaram
a cumprir os requisitos práticos."Consegui concluir o curso com
a ajuda dos colegas e com o apoio do Cláudio, que não me abandonou.
Os relacionamentos acabam normalmente,mas no meu caso, não",
ressalta
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Passado
o baque inicial, a ficha caiu, em 1977, quando Izabel foi transferida
para a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR),
instituição fundada inicialmente para tratar pacientes com pólio,
depois transformada em um grande centro de reabilitação de pessoas
com lesão medular. "No primeiro momento, o que passa pela sua
cabeça é que a vida acabou. O clique foi vindo aos poucos, à
medida que escapei, que fui recuperando movimentos e meu pai
conseguiu me acompanhar". A mãe, embora distante, também teve
papel importante na reabilitação. "Minha mãe ficou uma noite
comigo, com muita dificuldade, ela já sabia que não ia ter muito
tempo de vida, a gente não dizia, mas ela sabia. Disse: "Mãe,
quem tem de morrer sou eu, que não sei o que vou fazer da minha
vida." Então, ela disse: "Você tem cabeça." Izabel
encarou aquilo como uma ordem, na hora doeu, afinal o que se pode
fazer com a cabeça, sem o corpo? Mas, o que ela quis dizer foi: "Use
o que você tem, não abandone seus projetos de vida."
Reviravolta
O ano de 1977 foi marcado pelo falecimento da mãe, em abril, e pelo retorno dos movimentos, em maio, quando passou a usar uma bengala para se locomover. Foi também neste período que Izabel descobriu-se com talento para reabilitar corpos e mentes. Em vez de ser acompanhada por um psicólogo, passou à coordenadora dos pacientes em terapia da ABBR. Paralelamente deu aulas para os funcionários que não eram suficientemente alfabetizados e acabou, sem perceber, caindo de paraquedas no mundo das políticas públicas e do movimento pelo direito das pessoas com deficiência. "Os pacientes ficavam internados muito tempo, o mundo lá fora não era hospitaleiro. Em compensação estava nascendo a consciência do movimento das pessoas com deficiência e peguei essa efervescência com aqueles que estavam na reabilitação e com os funcionários."
Em
julho do mesmo ano, Izabel pediu alta para terminar o curso de
medicina. "Em 1978 consegui me formar com a minha turma".
Retornou à ABBR, desta vez para fazer residência. No mesmo período,
fez curso de Especialização em Medicina Física e Reabilitação da
Escola Médica de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade
Católica (PUC RJ). "A consciência surge aos poucos e de
repente você percebe que pode fazer algo, ser uma ponte entre os
profissionais e as pessoas, e foi isso que me propus a fazer." A
médica levou mesmo o papel a sério. O mundo não hospitaleiro teve
de engolir uma mulher ávida pela luta. Ela atuou na Associação dos
Deficientes Físicos do Estado do Rio de Janeiro (ADEFERJ); foi
coordenadora do Programa Saúde Integral da Pessoa Portadora de
Deficiência (SIADE), da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de
Janeiro; é autora do livro pioneiro em língua portuguesa
"Reabilitação Sexual de Paraplégicos e Tetraplégicos",
editado em 1988 (sua tese de mestrado em Medicina Física e
Reabilitação, defendida na UFRJ); viu a inauguração do teatro
Clara Nunes, o primeiro espaço com acesso para visitantes com
deficiência, que teve os pacientes da ABBR como convidados de honra;
tirou carteira de motorista; participou de quatro diretorias do
Centro de Vida Independente (CVI); fez parte da ONG Rehabilitation
International (da qual foi vice-presidente para a América Latina de
1996 a 2000); tornou-se professora da Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro (especialidade de fisiatria) e, neste mesmo período, em
1997, passou por mais uma prova:quando voltava de um evento da ONU,
em Nova York, caiu no aeroporto e fraturou o joelho. A queda a
impediu de voltar a andar, o que não foi suficiente para segurar sua
sede por transformação. Ela deixou de atender os pacientes, mas
tornou-se uma das mais novas professoras a dar apoio à Coordenadoria
Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência
(CORDE), órgão do qual foi coordenadora, e que em 2009 ganhou
status de Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa
com Deficiência e teve Izabel como secretária até o fim de 2010.
Seu
grande desafio na CORDE foi impulsionar o decreto de acessibilidade.
"Já existiam as leis, mas sem o decreto não tinham
finalidade", conta. À frente da coordenadoria, Izabel foi
indicada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos para acompanhar
os trabalhos de elaboração da Convenção da ONU sobre os Direitos
das Pessoas com Deficiência. Ela garante nunca ter passado por
injustiças ou dificuldades durante seu período na CORDE ou
Secretaria. "Na verdade, o fato de estar na cadeira de rodas
fazia a diferença. A presença de alguém como eu gerava mudanças
por ter que haver preocupação com a acessibilidade."
Porém,
enfrentou obstáculos como as insatisfações partidárias, por não
pertencer a nenhum partido, embora seu cargo fosse considerado
político. Hoje, Izabel tem certeza de continuar sua luta, seja
ocupando algum cargo ou simplesmente como integrante em instituições.
Ela acredita que há muito a fazer nas cidades interioranas, onde as
questões de acessibilidade ainda estão mais atrasadas em comparação
aos grandes centros. "Temos de brigar pelos nossos direitos, mas
vejo o futuro com otimismo."
Portal do MEC
Fique por dentro das publicações e notícias da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão acessando o portal do MEC no link:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17009&Itemid=913
O rosto - suas partes e expressões
Aprenda a desenhar as partes do rosto
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seu filho sobre
algumas
emoções do seu dia a dia como feliz, triste, frustrado,
nervoso, raiva e surpreso. Desenhe
a boca de cada rosto com seu filho de acordo com a emoção
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Para tudo! - Educação Inclusiva um passo a mais
Novidade
boa é para ser contada mas confesso que está difícil conciliar tantos afazeres.
Esse ano já iniciou conturbado e não postei nada aqui porque qualquer palavra
que escrevesse seria de tristeza, desanimo e frustração mas agora que tudo
passou vale a pena arrumar um tempo e postar a novidade.
Ano passado já
estava cansada de lutar para ter respeitado o direito do meu filho de ter um
cuidador na escola e estava cogitando o fato de ter que trocá-lo de escola mas a
promessa da chegada do cuidador para fevereiro deste ano me fez renovar a
matrícula, comprar os uniformes, materiais e deixar tudo preparado para mais um
ano letivo.
Lucas porém estava desde novembro com alergia a fralda
descartável e desesperado para voltar para a escola. Não aguentava mais ficar em
casa mas na volta as aulas fiquei frustrada. Ninguém sabia nada a respeito do
cuidador e não tinha sequer espaço para fazer a troca de fralda. Não dava para
deixá-lo voltar naquele estado e ele viu o irmão ir para a escola enquanto ele
tinha que ficar em casa conosco perguntando quando poderia ir
também.
Corri para a Vara da Infancia e cheguei até a ser rude. A
promotora me recebeu da mesma forma que cheguei lá, arisca, mas no final nos
entendemos. Infelizmente nem mesmo a promotoria pode fazer muita coisa e lá fui
eu, depois de uns telefonemas e algumas outras tentativas, decidi que era hora
de ir direto ao ponto. Escrevi uma carta ao Secretário de Educação ilustrando
com fotos de Lucas e finalmente a situação começou a andar.
Essa é uma
história muito longa, difícil, desanimadora e triste. O descaso com a educação
das crianças com deficiência chega a me abater em alguns momentos. Ainda bem
que avançamos um pouco. Depois de muita briga conseguimos finalmente o cuidador
para o Lucas e para as demais crianças que necessitam e estudam na mesma escola.
Chegaram dois cuidadores um homem e uma mulher para esses alunos.
Quanto
a Lucas, está mais satisfeito, alimenta-se melhor, não temos mais problemas de
roupas molhadas de xixi. Só temos que comemorar pois o rapaz que cuida dele é
muito dedicado, alegre e apesar de não ter experiência está conseguindo realizar
um ótimo trabalho.
Essa luta não foi nada fácil e nem vou entrar em
detalhes mas passei por maus bocados. Foram momentos que me fizeram pensar e
querer desistir mas valeu a pena quando finalmente conseguimos nosso objetivo,
quando vemos o resultado positivo dos nossos esforços. Infelizmente nosso país
só avança dessa maneira.
Já faz mais de um mês que o cuidador chegou na
escola e Lucas no início fazia questão de contar para as pessoas que "chegou o
cuidador". Agora nos resta renovar as forças e partir para uma nova luta em
busca de novos objetivos ficando na torcida para que outros pais entrem nessa
luta também porque juntos fica muito mais fácil!
Essa foto é do primeiro dia de aula e agora temos mais motivos para ir a escola todos os dias já que temos transporte e cuidador. Viva os avanços!!
Fonte: http://umamaeespecial.blogspot.com.br/2013/05/para-tudo-educacao-inclusiva-um-passo.html
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