AEE

AEE
A Sala de Recursos Multifuncionais do Centro de Educação de Jovens e Adultos - CEJA Ana Vieira Pinheiro é um espaço onde o AEE- Atendimento Educacional Especializado acontece considerando as necessidades específicas do aluno para complementar e/ou suplementar a sua formação, identificando, elaborando e organizando recursos pedagógicos e de acessibilidade que favorecem a inclusão e eliminam as barreiras para a plena participação dos alunos com deficiência, fortalecendo sua autonomia na escola e fora dela.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.




Imagem publicada – a imagem de um homem, negro, norte-americano, de nome Henry, que faz parte de um documentário sobre Alzheimer e a Música, narrado por Oliver Sacks. Este homem me fez lembrar com emoção do que aprendi sobre a força da música em nossos corações e mentes. No vídeo trailer do documentário Alive Inside, após ouvir uma música de seu passado, Henry sai de sua apatia e posição deprimida para um renascimento (Veja link abaixo do texto). Era esse renascer do brilho nos olhos como um passe de mágica que desejei um dia: como todos os filhos de pessoas com Alzheimer, em especial uma mãe, que eles/elas retornem a nos reconhecer... Porém não somos as músicas de seu passado.


Viver pelo menos até conhecer todos os costumes e acontecimentos do homem; estender toda a vida passada – já que a futura não nos é dada; concentrar-se antes de diluir-se; merecer ter nascido; pensar no sacrifício que cada respiração custa a outros; não idealizar o sofrimento, embora se viva dele; guardar para si apenas o que não se deixa adiante, até que isso se torne maduro para outrem e se dê; odiar a morte de qualquer outro tanto quanto a própria; um dia fazer as pazes com tudo, nunca com a morte.” (Elias Canetti, Sobre a Morte)

Estender toda a vida passada pode vir a ser uma das mais importantes ações que teremos de realizar com nossas mães. E com elas fazer nossas pazes avançando contra a Morte...

Este texto é uma homenagem àquelas mães que, vivendo apenas do passado, não mais reconhecerão seus filhos no presente. Elas vivem e convivem com alguma demência. Porém como as outras nunca deixarão de sua uterina e prolífica capacidade de fertilizar a Terra...

Em suas mentes ressoam apenas belas e velhas canções ou músicas...

Tenho pensado muito em minha mãe. Talvez tentando refletir sobre o que tentei aprender-ensinar por muitos anos: é preciso aprender a deixar morrer em nós os nossos mortos. Não retornar/regredir ao útero e avançar para a Dona Morte, dizia outro Henry, Henry Miller.

A minha “uterina” mãe me retornou a mente nos últimos tempos muitas vezes. Não foi tristemente ou com pesar. Era a lembrança de seu sorriso comigo ao colo ainda um garotinho alegre lá nas Minas Gerais. A memória dela retornou, intensamente, ao assistir o vídeo com o Henry.

Publiquei e difundi, recentemente, este vídeo sobre a relação entre Alzheimer e a Música. Trata-se de um trabalho desenvolvido nos EUA, onde pessoas com demência passaram a “despertar” seus cérebros e mentes com “velhas” músicas. Através do trailer do filme Alive Inside mostra a extraordinária terapia musical feita com pacientes que sofrem/vivem com o Alzheimer ou outros tipos de demência.

Sim, há muitos anos já experimentei na prática o quanto a música pode nos manter VIVOS por dentro. Sim já havia comprovado o efeito Mozart. A música pode nos redimir, pode nos incentivar, pode nos reorganizar e pode até nos tirar de algum sofrimento “inside”...

Assim ocorreu comigo e a minha filha Luana (1994), que ao nascer ficou quase um mês em uma incubadora e lhe dei Mozart de “terapia intensiva”, com um pequena caixa de som ligada a um mini toca cds. E as suas convulsões diminuíam.

Apesar do ceticismo e a visão “científica” dos neurologistas, à época. Assim nós aguentávamos as muitas horas e os ruídos de aparelhos de sobrevivência daquela UTI neonatal. O tempo escorria com menos dor psíquica. Era a minha segunda experiência iatrogênica. Mais um filho com paralisia cerebral no meu mundo.

Um pouco desta experiência pessoal foi levada para a minha Clínica. Experimentei, anos depois (1990), a introdução de músicas na avaliação/tratamento de pessoas com diagnóstico de Alzheimer. E mais uma vez a minha mãe retornava a minha mente. Ela é que me “ensinou” o gosto pela música como paixão.

Porém o mais importante é que ela me ensinou também que poderíamos espantar nossos males com o canto. E este ditado foi colocado em minha prática com os meus “pacientes”. Um tempo que as dores e as perdas de mobilidade me afastaram. E, por enquanto, não esqueci.

Uma das músicas prediletas e autobiográficas da Dona Ditinha (esse era seu apelido carinhoso, na redução de Ana Benedita) foi a que mais me marcou nessa experiência. Talvez, imagino hoje, se escutada por ela lhe reanimasse algumas belas lembranças afetivas.

Tratava-se de uma musica cantada por Carlos Galhardo. Os mais novos nem devem saber de sua existência na música popular brasileira. É dele a interpretação original da música “Fascinação”, a mesma que depois se imortaliza na voz de Elis Regina: - “Os sonhos mais lindos sonhei – de quimeras mil um castelo ergui”...

Só que eu não tive a chance de aplicar essa ‘”musicoterapia” para a minha própria doadora de vida e música. Minha mãe recebeu o diagnóstico de demência de forma tardia, pois a sua idade precoce para o quadro não era, à época, um fato corriqueiro para a neurologia.

Eram os anos 80, onde ainda se confundia quadros mentais, demenciais, vasculares e todos eram enquadrados como ‘’arteriosclerose’’. A visão ainda obtusa da medicina não via as nuances entre os muitos tipos de demência ou quadros neurodegenerativos. Todos estavam “incluídos”, sem exceção na ideia de “morte neuronal definitiva”.

Hoje já podemos, segundo notícias, predizer uma demência até 10 anos antes dos primeiros sintomas, como a molécula PiB» (composto B de Pittsburgh) anunciada pela Universidade de Coimbra (Portugal). Hoje avançamos nas biotecnologias e na farmacologia para muitas surpreendentes descobertas. Quem sabe que caminhos ainda percorremos?

Foi-se este tempo que tratou a Doença de Alzheimer e outras demências como um processo neurodegenerativo que só recebia diagnóstico pós-morte. A máxima era que não havia medicação ou tratamentos para estas “escleroses” dos velhos.

Porém a Dona Ditinha estava no ápice de sua maturidade quando seu quadro se apresentou. Nem chegara aos seus 60 anos. E sua condição de rápida perda de memória, decrepitude física, distúrbios comportamentais, e, principalmente, a depressão emocional foram confundidos com um quadro apenas mental.

Eu, recém-formado em medicina, não pude ter a experiência que hoje já acumulei. Mas insisti sobre seu diagnóstico. Porém não basta que tenhamos um conjunto de sintomas e determinemos um nome para um sofrimento humano. É preciso alguma forma de esperança ou de promessa de pró-cura.

Quem me dera ter sido afetado, na época por esta minha experiência com a música e o Alzheimer. Não vivenciei o que depois só aprendi na prática e na pele. Escrevo hoje, mesmo nas frias e dolorosas madrugadas, embalado por música clássica.

Os sons de Corelli, Bizet, Chopin, Vivaldi, Mozart, Beethoven, e outros gênios estão me ajudando a organizar estas ideias, palavras, afetos e lembranças. Também tiram o meu foco da dor física ou psíquica. Lançam-me em outras galáxias do meu minúsculo universo subjetivo. Re-animam.

Esta é a música que desperta o Henry no vídeo, que ao lembrar-se de seu predileto compositor ,Cab Calloway, o“desperta”. Reanima em seus olhos e nas palavras o que desejei ter para presentear a todas as mães: a vontade de renascimento, de re-viver, aquilo que só os úteros entendem. Lá neles há os primórdios de nossas noções musicais com os sons placentários e do coração, assim como outros do corpo materno.

E, como Henry, eu posso então dizer que a música me dá o ‘sentimento e o sentido do amor’.

Qual é o melhor presente a ser dado às mães que não conseguem mais a lembrança de quem são os seus filhos? Talvez a melhor homenagem a lhes prestar seja lhes dar suas músicas prediletas. E, também, mesmo que estejam ausentes para nós, que cantemos suas canções, inclusive as que ouvimos para nos embalar o sono.

Espero que muitas famílias, em especial filhos e filhas, possam compreender a importância de levar seus familiares, com quadros semelhantes, em direção dos seus sons primordiais e antigos. Uma “velha” melodia, um velho long-play, um cassete jogado no fundo do armário, poderá ressuscitar milhões de neurônios adormecidos.

E, não retornando ao útero caminhamos todos e todas em direção à Morte. Há, porém que celebrar aquelas que nos deram essa chance de viver intensa e criativamente essa jornada. Há mães que superam quaisquer obstáculos.

Não devemos olhar para nossas mães, seja no ontem ou hoje, como vítimas, ou como perdas, com luto antecipado. Vejam, por exemplo, a notícia de uma mãe que, para além de seus filhos com deficiência, encontra seu próprio tempo para o trabalho e para a prática do triatlo. Ela não corre da vida e sim pela Vida, inclusive a dela.

Não precisamos transformar nossas experiências com um familiar em um penoso cuidar, ou pior um culposo e triste movimento de negação de nossas próprias vidas. Daí decorre as falsas “dedicações exclusivas”, ou melhor, excludentes e penalizadas.

Não entramos na sessão errada e nem no filme que não queríamos assistir. Esta é uma experiência vital para os que descobriram recentemente um parente ou uma mãe com este diagnóstico. Vejam a bela campanha desenvolvida em Israel. Precisamos de um pouco dessa visão compartilhada do que é se sentir desorientado, confuso e sem memórias.

De minha mãe Ana fica sua lembrança musical. Ana, que apesar do nome nunca trabalhou com a negação da vida, sempre nos estimulou para sua afirmação. Dela vêm os afetos e encontros alegres e gosto pela música.

Desde uma orquestra como Ray Conniff até uma sinfonia de Mozart, passando pela música popular brasileira. Eis minha herança, são os seus legados vitais. Poderão, talvez, ser um dia também minhas únicas lembranças afetivas?

Lamento que não tenha aplicado com ela o exercício da paz através da música para os que vivem na desorientação do tempo e do espaço, com vagas lembranças de quem eram e de quem são os seus filhos. Mas tenham certeza de que ela conseguiu-me musicalizar para a vida. E eu desejo que todos sejam contaminados pelo musi-cartografar as nossas existências fugazes.

À MINHA, À SUA, A TODAS AS MÃES O MELHOR “PRESENTE”, PARA ALÉM DAS FLORES E PRESENÇA, UM POUCO DE MÚSICA E ENCANTO, independente do que nos lembramos, ou elas se lembrem de nós....

Autor: Jorge Márcio

Fonte: http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sugestão de Atividades de Coordenação Letras

Olá meus queridos visitantes! Estava fazendo minhas pesquisas e encontrei no blog  da Terapeuta Ocupacional Joana Cordeiro Melo Franco as sugestões abaixo de atividades com letras. Vejam que interessantes:


Letras de feltro, emborrachadas ou madeira. Passar o dedinho indicador em cima da letra no sentido da escrita
Chaveiro das letras. Sentido da escrita com numeração ou setas.
Sensação tátil .Escrever as letras na areia, tinta ou massinha.
Construção das letras com arame revestido.
Pareamento letra x letra. Cartelas com letras e pregador de roupa com as letras correspondentes.
 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mãe especial - Nossa homenagem!!

A Passagem do Tempo

Estamos aqui e logo estaremos ali Acolá,
Em algum lugar
Que tenhamos paz será?
Estamos olhando um para outro
Você feliz ouvindo Somewhere in time...
Eu tentando concatenar minhas ideais
Tão confusas, tão minhas,
Muitas vezes incoerentes.
Poeticamente ilusória.
Mas que mundo a parte o nosso!
Há luz e sombra...
Há dor e alegria
Um punhado de ironia

Para com os incrédulos
Mas eu sei que o tempo
Inexoravelmente um dia nos separara.
Deus, como dói pensar...
Mas como precisamos nos preparar...
Seu sorriso ingênuo
Reveste-me de esperança
Seu carinho conquistado a duras penas
Fortalece-me e me faz seguir
Não sei o que nos espera?
Mas façamos dessa trajetória
Um aprendizado...
Que em noite de vigília
Os anjos nós encontrem
E a todos desejamos felicidade
                                                                             A mesma que nunca sentimos
Mas vislumbramos no horizonte
Pois a felicidade não é tocável
É algo de sublime
Que sentimos na alma...
Talvez um dia
Que nos desprendermos
Dos laços da matéria
Saibamos realmente
Como senti-la...

*Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel Gustavo -  autista.
 
fonte: http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com.br

Neurofeedback

Treinamento de neurônios: técnica permite tratar depressão, isquemia e autismo

A técnica ensina a desenvolver 
a concentração, 
a aprendizagem, 
memorização o equilíbrio emocional.
    Quem encontra Felippo Bello conversando ao lado da mãe, participando das atividades escolares ou interagindo com outras colegas pode imaginar estar diante de uma criança como outra qualquer.
Desde cedo, no entanto, a família luta para vencer o autismo, uma disfunção geral do desenvolvimento, que compromete a capacidade de comunicação, a socialização e o comportamento, ameaçando a convivência da criança com o mundo.
Adriana Nogueira transformou sua vida para ajudar ao filho, Felippo Bello
Além do amor abdicado de Adriana, Felippo contou com o auxílio do neurofeedback. A técnica – desenvolvida há 50 anos - consiste numa espécie de treinamento neurológico do cérebro, que ensina a desenvolver a concentração, a aprendizagem, a memorização e o equilíbrio emocional. O processo não utiliza medicamentos, apenas os estímulos.
Com apenas um ano e meio, em meio aos telefonemas diários, a avó de Felippo percebeu que algo havia de estranho com o pequeno. A experiência com a educação de crianças especiais ajudou a identificar o isolamento do mundo. Em seguida, a família percebeu a fala desconexa e  a dificuldade de construir frases.
Desde então, a mãe de Felippo, a empresária Adriana Nogueira, travou uma luta pessoal em busca de mecanismos e tratamentos que facilitassem e emprestassem mais qualidade à vida do filho.
Mesmo diante de diagnósticos confusos que, por vezes, apontavam para a Síndrome de Asperger (que consiste num espectro autista que se diferencia do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo, os portadores são também conhecidos como autistas de alta performance), ela não perdeu a fé de encontrar uma forma de reconectar Felippo.
 “Sempre soube que não havia cura para o autismo, mas, através do neurofeedback, descobri que é possível que o portador se desenvolva por meio da interação social e cognitiva, regredindo total ou parcialmente alguns sintomas e comportamentos”, diz Adriana Nogueira.
Neurofeedback
O psicólogo especializado em neurofeedback nos Estados Unidos e Mestre em Neurociência pela Universidade de São Paulo(USP), Leonardo Mascaro explica que, na prática, o tratamento consiste, inicialmente, na realização de exames com o tomográfo, que descreve as bases neurológicas de cada paciente.
A partir da leitura eletroencefalográfica, são identificados as estruturas profundas do comprometimento que acomete o cérebro do paciente e, melhor ainda, viabilizam o treinamento destas estruturas cerebrais. “Com o resultado da leitura do mapa, condicionamos os neurônios através de estímulos diversos”, explica.
Leonardo esclarece que, embora clinicamente e do ponto de vista dos sintomas, muitas doenças de cunho neurológico -  como déficit de atenção e TOC, ou dislexia e quadros de anóxia – imitem umas as outras, o exame permite que haja uma diferenciação clara, evitando erros no diagnóstico e, conseqüentemente no tratamento, inclusive, o medicamentoso.
O resultado do tratamento por neurofeedback é demonstrado através de mapas obtidos no início e no final do tratamento de cada paciente, evidenciando cada condição de sua evolução.
O tratamento é válido não só para os casos de autismo, mas também no tratamento da dislexia, déficit de atenção, ansiedade, depressão e pânico, além de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), estresse pós-traumático, fadiga crônica e fibromialgia, insônia, bem como quadros iniciais de Alzheimer, traumatismo crânio-encefálico e de isquemia ou derrame.
“Cada vez mais é possível desenvolver as potencialidades do cérebro. Na última década, a tecnologia permitiu o alcance de uma evolução sem precedentes, fazendo com que o tratamento não medicamentoso dessas diversas condições seja uma realidade”, esclarece Mascaro.
O especialista revela que o neurofeedback não possui contra indicações, nem mesmo para aqueles pacientes portadores de deficiência visual ou auditiva. “Conforme o trabalho acontece, novos mapeamentos são feitos e ajustes no tratamento são destacados”, diz .
Carmen Vasconcelos
carmen.vasconcelos@redebahia.com.br
 
Fonte:http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com.br/

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Mãe ESPECIAL!!!

Ser pego de surpresa não é fácil, mas há certas situações que nem mesmo todo o tempo do mundo nos faz estar preparados. Acordei ansiosa, preocupada... No caminho tentando relaxar mas apesar do riso, da cara tipo "está tudo bem", estava bem chateada. A primeira vez foi até fácil, o Fabio o distraiu enquanto eu passava a sonda e ele só reclamou um pouquinho.
Voltamos para casa, cada um na sua, as crianças numa boa e eu e Fabio "naquelas"...
Saber que muitos pais e crianças passam por isso nos ajuda bastante, pois se eles conseguem nós também vamos conseguir. Mas a dor... nem sabendo que pessoas passam por piores tragédias, alivia...
Acabei não seguindo os horários certinhos, dormi a tarde, quando acordei estava na hora de passar novamente e quando me viu preparar o material Lucas falou:
- Não me machuque, mãe!
Ai caramba... lá fui eu explicando pra ele que não machuca, apenas que incomoda... passei, não saiu nada, fiquei até pensando que não fiz certo, é complicado quando não tem niguém mais experiente pra dizer é assim mesmo... ou é dessa forma... agora a noite novamente fui preparar o material e ele estava mais arisco me dizendo que dói, que machuca... pedindo pra não fazer isso e meu coraçãozinho coitado ficou em pedaços. Aproveitei pra conversar com ele, dizer que muitos pais e filhos fazem o mesmo procedimento, que é necessário para que ele não fique doente e precise ir ao hospital, que o importante é que é a mamãe que está fazendo e que faz com todo amor e cuidado pra não machucá-lo, pra ele ser forte e que juntos vamos conseguir. Passei novamente, dessa vez saiu a urina e fiquei mais aliviada, sei que deu certo!  
Ele estava bem desconfortável, ficou com medo, todo travado, isso porque o pai está do lado nos ajudando e isso tem sido fundamental. A anos atrás passamos por mal bocados apenas nós dois e hoje o temos ao nosso lado. Sua presença é muito importante pra nós, nos conforta e nos dá segurança.
Só quero conseguir me adaptar logo a essa nova fase, tirar de dentro de mim essa sensação ruim de impotencia... o fato de que eu mesma tenho que passar a sonda me machuca demais mas ao mesmo tempo me consola pois não é uma pessoa estranha que faz o trabalho e muitas vezes com frieza, eu ao contrário faço com todo amor e cuidado do mundo tentando incutir em minha mente que é puramente para seu bem estar.
 Fonte: http://umamaeespecial.blogspot.com

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dicas para Professores no atendimento com alunos que apresentam baixa visão e cegueira, para fazer da Sala de Aula um ambiente seguro e positivo



  1. Aprenda e entenda as capacidades visuais do aluno cego ou visão subnormal;

  2. Identifique as características visuais que aumentam as funções visuais do aluno (cores, contraste, tamanho);

  3. Coloque a carteira do aluno próximo a sua mesa, lousa e porta da sala de aula;

  4. Reduza iluminações distrativas; coloque a carteira do aluno longe da fonte de luz e em lugar bem claro;

  5. Permita que o aluno troque de lugar, aumentando as oportunidades de ver e ouvir; e assim, escolher qual lugar é melhor para ela (pergunte);

  6. Abra e feche a porta completamente ( uma porta meio aberta pode ser um obstáculo perigoso);

  7. Elimine barulhos desnecessários; não fale muito alto ( a dificuldade do aluno é na visão e não na audição), pois isso tende a aumentar o nível de barulho da sala de aula;

  8. Elimine confusões na sala de aula, circule pelos corredores, entre as carteiras, demonstre interesse pelo que estão fazendo;

  9. Coloque os materiais em locais determinados, de forma que os alunos saibam onde cada item em particular é, em geral, guardado ( comunique o aluno qualquer alteração);

  10. Mantenha as programações rotineiras para que o aluno saiba o que esperar no dia e na hora específicos;

  11. Oriente seus alunos usando seus primeiros nomes para obter sua atenção;

  12. Não saia da sala de aula sem avisar o aluno;

  13. Explique as regras implícitas e explícitas para conduzir a turma, dentro e fora da sala;

  14. Estimule os alunos com deficiências visuais a expressar suas necessidades visuais;

  15. Repita oralmente as informações escritas na lousa, projeção ou vídeo. Lembre-se de que ampliações nas imagens projetadas não são úteis para todos os alunos cegos ou com baixa visão;

  16. Prepare impressos ampliados ou em Braille ( solicite à professora da Sala de Recursos), quando propor atividade completares aos cadernos do aluno ampliados;

  17. Incentive o aluno a usar o “caderno do aluno ampliado” (a escola pode produzir), é recurso público destinado a ele;

  18. Grave em áudio as aulas, para que os alunos possam usar como apoio nos estudos em casa;

  19. Selecione atividades em cores brilhantes e contrastantes para os alunos que se beneficiam desse recurso visual (amarelo sobre o roxo/ preto sobre laranja) e uso de canetas de ponta grossa;

  20. Procure o especialista na área da deficiência visual (professora da Sala de Recursos) ou a equipe da Educação Especial  de sua Sesempre que tiver dúvidas e mantenha suas expectativas altas.

     

    Fonte: http://especialdeadamantina.wordpress.com/author/leilakanada/