AEE

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A Sala de Recursos Multifuncionais do Centro de Educação de Jovens e Adultos - CEJA Ana Vieira Pinheiro é um espaço onde o AEE- Atendimento Educacional Especializado acontece considerando as necessidades específicas do aluno para complementar e/ou suplementar a sua formação, identificando, elaborando e organizando recursos pedagógicos e de acessibilidade que favorecem a inclusão e eliminam as barreiras para a plena participação dos alunos com deficiência, fortalecendo sua autonomia na escola e fora dela.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Diferença entre integração e inclusão - o reconhecimento de ser humano


de Suely Satow

Me consideraram uma exemplo de paralisada cerebral incluída, mas não é bem assim, eu sou INTEGRADA. Sofro muitos preconceitos.
Explico a diferença: se existisse a inclusão e não a inclusão pela exclusão, eu não estaria aqui servindo de exemplo. Não haveria nenhuma necessidade disso, pois todos estariam no mesmo patamar, que é o de ser humano e não um indivíduo rotulado de incapaz. Hoje, as pessoas rotulam o deficiente pela incapacidade, quando deveria ser do contrário, ou seja, eles devem ser vistos pelo lado de sua CAPACIDADE e, para isto, deve-se observar, pesquisar e estimular todas as capacidades encontradas nele e, principalmente, vê-lo como SER HUMANO, igual em sua humanidade, mas diferente, porque se apresenta diferentemente dos “comuns”.
2) tive de me moldar conforme as regras das pessoas comuns, ou seja, tive de fazer tudo o que uma pessoa comum fazia. Confesso que eu ia mais longe: fazia relatórios e resumos para outros alunos e sei agora, que era para ser integrada na turminha. Na inclusão, a pessoa com deficiência e outros alunos considerados problemáticos não terão de sofrer o “pão que o diabo amassou e triturou”, eles irão ter as coisas adaptadas a eles, eles serão respeitados em suas diferenças e passarão a ser como os outros e não um E.T. Eu concordo que isto ainda é uma utopia, mas se todos nós fizermos algo para a inclusão se instalar definitivamente, ela irá vingar.
3) o olhar do outro fazia com q eu sofresse muito. E não acontece só comigo. Acontece com outros alunos com deficiência, que acabam deixando as escolas por não agüentarem este olhar que vem carregado de descrença e conseqüente sofrimento para quem é dirigido.
Para que essa inclusão aconteça realmente e não fique só no papel e “brincadeiras acadêmicas” para aumentar ainda mais os artifícios da hipocrisia social, é preciso que toda a sociedade e as pessoas que dela fazem parte se repensem, reflitam e tenham um processo de trabalho sério com os próprios sentimentos. Sei que isto é muito doloroso, porque ninguém gosta de ver as próprias falhas, os próprios preconceitos, ainda mais com o surgimento do “politicamente correto”, onde é feio ter e mostrar qualquer tipo de preconceito, mas ela aparece nos olhares, no gestual etc., mesmo que a pessoa tente disfarçar ou de modo inconsciente. Isto é muito duro das vítimas agüentarem.
Acredito que a inclusão aconteça, quando houver uma desconstrução do velho padrão dos valores vigentes, para a reconstrução de outros, desta vez sem os pré-julgamentos das pessoas frente aos seus semelhantes, que todos somos. Acredito também, que a INCLUSÃO aconteça, quando TODOS (negros, pobres, doentes, mulheres etc. e não somente deficientes) tiverem seu reconhecimento como SERES HUMANOS.
Hoje temos a inclusão pela exclusão, muito bem explicada pela profa. dra. em psicologia social da PUC-SP Bader B. Sawaia, autora do prefácio do meu livro “Paralisado cerebral: construção da identidade na exclusão” e orientadora de minha tese, escreve
“Exclusão não é um estado que uns possuem, outros não. Não há exclusão em contraposição à inclusão. Ambos fazem parte de um mesmo processo. – “o de inclusão pela exclusão” – face moderna do processo de exploração e dominação. O excluído não está à margem da sociedade, ele participa dela, e mais, a repõe e a sustenta, mas sofre muito, pois é incluído até pela humilhação e pela negação de humanidade, mesmo que partilhe de direitos sociais no plano legal. A inclusão pela humilhação se objetiva das mais variadas formas, desde a inclusão pelo “exótico” até a inclusão pela “piedade” (personagem coitadinho) e não tem uma única causa. O estigma de ser portador de deficiência se interpenetra com outras determinações sociais como classe, gênero etnia e a capacidade de auto diferenciação dos indivíduos, configurando variadas estratégias de objetivação da reificação das diferenças. Para fugir à humilhação dessas diferentes formas de inclusão que lhes são oferecidas e ser “gente” para si e aos outros, o portador de IMC elabora estratégias de participação social fundadas no projeto de “apresentar-se socialmente ativo”, tornando-se, excessivamente exigente consigo mesmo, na busca da admiração e do amor de todos que o rodeiam. Enfim, para negar o papel de “sub”, opta pelo seu contrário, o de “super”, enredando-se por caminhos diversos na mesma trama da qual queria se libertar.
“Eu sou muito perfeccionista (…) Sempre tive medo de não conseguir realizar as coisas. Você tem que provar que você vai dar certo (…). Ou você mostra que é e o que pode fazer ou não consegue (…)”, diz um sujeito da pesquisa.”
Nesta fala, Maria sintetiza o sofrimento do portador de IMC, que na contraposição entre o personagem sub e super não logra o direito de “ser gente”. Incluir-se pelo personagem “super” é tornar-se exótico entre os “normais” e distinto de seus pares, apresentando-se como caricatura de si mesmo. A identidade humana se constrói na e apenas na diversidade, conforme enfatiza Maria,.
“Assim como você nasce com olho azul, ele nasce assim. Que bonito, né… A aceitação do ser humano como ele é… Se ele anda mancando, paciência. Se ele cair, paciência. É uma característica dele, como ser gordo, magro, loiro, moreno. Acho que tem que ser por ai.”
Realmente, tem que ser por ai a ação que Espinosa define como a “luta contra tudo que gera impotência e dor, tudo que despedaça a alma”.
Suely Satow é diretora executiva do Centro de Informação e Documentação do Portador de Deficiência (CEDIPOD) e doutora em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1994).

Fonte: Blog Disdeficiencia

Tecnologia Assistiva - Navega Feliz



Um projeto inovador, criado em parceria por profissionais da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e Santa  Casa foi o vencedor do Prêmio de Tecnologia Assistiva e Acessibilidade da Região Norte da Universidade do Estado do Pará (Uepa), na categoria Profissionais e Estudantes de Ensino Superior, entregue no último final de semana no Centro Integrado de Inclusão e Cidadania.

 
 Trata-se de um programa de computador que está sendo usado como ferramenta educativa e terapêutica para o atendimento de pacientes escalpelados na Santa Casa. O software “Navega Feliz” traz opções de jogo da memória, criação de histórias em quadrinhos e pinturas, usando personagens e paisagens bem regionais como a população ribeirinha em embarcações, rios e florestas. Entre as personagens, uma bonequinha usando touca, bem característica das meninas escalpeladas, chama bastante a atenção e funciona como alerta para o acidente que ainda é frequente nos rios da Amazonia.

O projeto Navega Feliz começou a ser desenvolvido em 2008, com o financiamento da Fapespa e tinha a intenção de desenvolver um software educativo. Hoje ele integra o Programa de Direitos Humanos e Aprendizado em Rede: Construção e Ativação de Redes para Formação em Direitos Humanos que tem financiamento do Governo Federal.


Acesse o link para o projeto - http://www.ebi.com.br/navegaFeliz/

Fonte: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=85851

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ganhamos mais um presente esse ano!

Seja muito bem vinda querida aluna!

Conheça o Portal Nacional de Tecnologias Assistivas

 

Projeto viabilizado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (SECIS), do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil).

O Portal Nacional de Tecnologia Assistiva é um instrumento de troca de informações e conhecimentos entre as iniciativas brasileiras na área da Tecnologia Assistiva. Concentra experiências de pesquisa, desenvolvimento, aplicação e disseminação de Tecnologia Assistiva e/ou Ajudas Técnicas, as quais visam promover a inclusão de uma população estimada em 45,6 milhões (Censo/IBGE).

Permite conhecer as necessidades das pessoas com deficiência e idosos, quais lacunas existem no país para que soluções se tornem amplamente acessíveis e possam beneficiar todos os cidadãos que delas necessitam, com informações de qualidade para subsidiar políticas públicas em Ciência.

O Portal é uma ferramenta capaz de estimular a interação entre usuários de Tecnologia Assistiva, profissionais e gestores públicos de diversas áreas (Ciência e Tecnologia, Saúde, Educação etc), empresas, centros de pesquisa e instituições que atuam para promover qualidade de vida e inclusão social das pessoas.

Acesse o link:  http://www.assistiva.org.br/conheca-o-portal

 

Viver sem Limite


Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência prevê investimentos federais de R$ 7,6 bilhões até 2014 para ações de educação, saúde, inclusão social e acessibilidade

A presidenta Dilma Rousseff lançou quarta-feira (17), em Brasília, ao lado da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, da ministra da Secretária de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e de outros ministros, o Viver sem Limite - Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Durante a cerimônia também foi anunciada a criação da Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programa Urbanos, no Ministério das Cidades.


Para mais informações sobre o Viver Sem Limite, acesse o link:
http://www.secom.gov.br/sobre-a-secom/publicacoes/arquivos/campanha-viver-sem-limite

Fonte: http://na-ponta-dos-dedos.blogspot.com.br/2012/05/viver-sem-limite.html

terça-feira, 22 de maio de 2012

A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO CEARÁ NA NOSSA SALA DE AEE

 Cristiany, Nara, Ivan e Sandra
Cris, Nara, Cristina Sobral e Sandra

Recebemos na semana passada, aqui na sala de AEE do CEJA Ana Vieira, a visita da técnica da SEDUC, Nara Santos e da técnica da 17ª CREDE, Cristina Sobral. Contamos tambem com a presença dos Coordenadores Escolares do CEJA, Ivan Araújo e Sandra Rolim. Foi um momento muito esclarecedor. Obrigada pelo apoio de todos vocês que acreditam que a inclusão é um processo possível!

PAIS DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL


As palavra que seguem são de um lindo jovem chamado Jorge, autor do blog http://jorgecamposrodrigues.blogspot.com.br/ . Jorge tem paralisia cerebral e como ele mesmo afirma nem por isso é menos ou mais que os outros. Ficam ai suas dicas para os papais e mamães:

SER PAI E SER MÃE É UM DESAFIO FEITO DE MOMENTOS DIFÍCEIS E MOMENTOS MARAVILHOSOS


1. O VOSSO FILHO É UM MEMBRO DA FAMÍLIA COMO OS OUTROS
POR ISSO, tratem-no como tal, acarinhem-no mas não o amimem, amem-no, mas não o super proteja
.
2. O VOSSO FILHO NASCEU DO CASAL, POR ISSO AMBOS SÃO RESPONSÁVEIS POR ELE. PORTANTO, partilhem as tarefas, tornar-se-á assim a vida mais fácil e o vosso filho sentir-se-á mais feliz.
3. TENTEM NÃO CRIAR BARREIRAS ENTRE VÓS E OS OUTROS, DIGAM DE INÍCIO A VERDADE SOBRE O VOSSO FILHO, podem ter a certeza que depressa se criará à vossa volta um círculo de pessoas que vos quererão ajudar.

4. PEÇAM AJUDA E ACEITEM A QUE VOS OFERECEREM. OS OUTROS SÓ VOS PODERÃO AJUDAR SE LHES FOR DADA A OPORTUNIDADE PARA ISSO. PORTANTO, deixem que os tios, primos, avós e vizinhos tratem dele quando necessário - eles saberão, se os ensinarem, a cuidar dele até vocês regressarem. Sentirão, assim, que os outros colaboram e o vosso problema será repartido e mais leve.

5. TENTEM QUE AS OUTRAS CRIANÇAS BRINQUEM COM ELE. Expliquem-lhes que o vosso filho aprecia a brincadeira, apesar de não poder mover-se como eles.

6. AJUDEM OS OUTROS A PERCEBER O VOSSO FILHO, RESPONDENDO ÁS SUAS PERGUNTAS. Acreditem que o melhor meio de mentalização da sociedade são os pais, através do seu comportamento natural.

• Subsistemas sociais (apoio social laboral)
• Centro Regional de Segurança Social
• Centro de Saúde
• Hospital
• Santa Casa da Misericórdia
• Associações de Pais.

7. MÃE, QUANDO ESTIVER MESMO CANSADA, NÃO DEIXE QUE A FALTA DE PACIÊNCIA CHEGUE. Descanse, descanse mesmo. Saia com o marido ou com os amigos. Acredite que o seu filho beneficia mais de uma mãe feliz e descansada durante duas horas do que de uma mãe cansada durante todo o dia.

8. É IMPORTANTE QUE OS PAIS CONTINUEM A TER VIDA DE CASAL, tão importante é para vós como, para o vosso filho sentir que tem pais unidos .

9. AJUDEM O VOSSO FILHO A APRENDER A COMPORTAR-SE SOCIALMENTE. Na aprovação dos pais a criança começa a perceber o que deve ou não fazer CONTUDO, não o critiquem continuadamente, estimulem as atitudes correctas, não esqueçam que o estímulo ou desaprovação deverá ser dos dois - pai e mãe.

10. O FUTURO DO VOSSO FILHO É CONSTRUÍDO DEGRAU A DEGRAU. Ajudem-no a desenvolver ao máximo as possibilidades presentes e estimulem-no a atingir a etapa seguinte. Tristezas, preocupações, esperanças em milagres não ajudam, só prejudicam. Progresso, só um pequeno que seja, permite manter a esperança de que haja outro passo em frente.

11. EXPRIMAM AS VOSSOS OPINIÕES, PERGUNTEM TUDO O QUE FOR NECESSÁRIO PARA VÓS E PARA A VOSSA CRIANÇA. Do vosso contacto diário com a criança, vão conhecê-la melhor que ninguém. Os técnicos estão em função de vós e do vosso filho.. Juntos, pais e técnicos formam uma equipa coesa.

12. APESAR DE O VOSSO FILHO PODER ESTAR DEPENDENTE FISICAMENTE DE VÓS ELE EVOLUI. PORTANTO, comportamento a ter com o vosso filho aos 12 meses não deverá ser o mesmo a ter com ele aos 2 anos e assim progressivamente.

13. TORNAR A CRIANÇA INDEPENDENTE É VERDADEIRO AMOR. O vosso filho tem o direito de crescer e ser ele próprio. A ser tão independente quanto possível. Algumas falhas que surjam na vossa relação com ele são naturais e fazem parte da descoberta que pais e filhos partilham através de uma relação íntima que se está a formar e desenvolver.